A Institutional Shareholder Services (ISS) e a Glass Lewis, consultorias de recomendação especializadas em indicar a acionistas a validade (ou não) de propostas de compra ou venda de ativos, apresentaram na última quinta-feira (4) seus pareceres iniciais sobre a proposta apresentada pela Stone para a compra da Linx, firmada inicialmente em 10 de agosto por […]
A Institutional Shareholder Services (ISS) e a Glass Lewis, consultorias de recomendação especializadas em indicar a acionistas a validade (ou não) de propostas de compra ou venda de ativos, apresentaram na última quinta-feira (4) seus pareceres iniciais sobre a proposta apresentada pela Stone para a compra da Linx, firmada inicialmente em 10 de agosto por R$ 6 bilhões.
O destaque dos relatórios emitidos ficou com o documento publicado pela ISS, aconselhando os acionistas a não aceitar a aquisição. “A oferta não representa um prêmio aos preços anteriores ao Covid-19 e parece estar na faixa que as ações eram negociadas em 2019”.
Para embasar sua oposição, a consultoria listou três motivos:
Outro fator de atenção levando pela ISS foram as multas estipuladas pela Stone durante a transação: R$ 605 milhões para desistências (valor depois reduzido para R$ 453 milhões); R$ 112,5 milhões caso a assembleia da Linx rejeite o negócio e R$ 453 milhões caso a Linx decida aceitar alguma proposta feita pela Totvs nos 12 meses seguintes. De acordo com a agência, as penalidades financeiras evitaram o fomento de um ambiente de competição favorável aos acionistas
Por fim, a ISS também criticou o valor de venda de cada ação da Linx (R$ 35,89), levando em consideração que a empresa, ano passado, precificou seus papeis em R$ 36 em sua última oferta de ações.
Já a Glass Lewis, apesar de identificar pontos que deveriam ser melhor esclarecidos na proposta da Stone, recomenda a aceitação pelos acionistas. “O acordo com a StoneCo oferece os mais certeiros e atrativos termos depois de um processo competitivo e altamente público de venda”, disse a consultoria.
Sobre a oferta realizada pela Totvs, a consultoria afirmou que o negócio apresenta menos retorno financeiro e maior probabilidade de que o negócio seja reprovado por órgãos reguladores. Porém, avalia que a empresa deveria seguir em conversas com a empresa de ERP, caso a proposta da Stone não seja aprovada.
Por conta do parecer, a Totvs encerrou o dia com a maior alta de ações entre as três empresas: 6,61%. A Linx registrou uma pequena alta (0,91%), junto com a Stone (3,83%)
*Com informações do Índice Bovespa