Como o tempo passa rápido! Ou será que o ritmo dos avanços que continua frenético? Seja por um ou por outro motivo, fiquei entusiasmado ao obter para testes na segunda quinzena de dezembro o processador Core i5 , soquete LGA 1156, geração Clarkdale. É a primeira “fornada” de processadores Nehalem feitos usando o processo de […]
Como o tempo passa rápido! Ou será que o ritmo dos avanços que continua
frenético? Seja por um ou por outro motivo, fiquei entusiasmado ao obter para
testes na segunda quinzena de dezembro o processador Core i5 , soquete LGA 1156,
geração Clarkdale. É a primeira “fornada” de processadores Nehalem feitos usando
o processo de fabricação de 32 nm. É a Intel realizando por si mesma suas
próprias profecias. Em um ano ela introduz uma arquitetura inovadora e no ano
seguinte ela aprimora aquela arquitetura lançada, geralmente reduzindo o tamanho
do chip pela diminuição do processo de fabricação (neste caso 32 nm). É o
denominado processo “TICK-TOCK”.


Visão traseira do processador Core i5 661
O equipamento recebido foi um PC da própria Intel com o promissor
processador Core I5. Digo promissor porque seu irmão mais velho, o Core i7 já
provou para que veio e pulverizou testes e benchmarks. Mas o Core i7 atende à
demanda dos entusiastas e pelo seu preço mais elevado atinge um público menor. O
Core i5, em 32 nm, muito ágil e esperto e por um preço mais acessível pretende
ser o “Nehalem para todos”, bem como seu irmão menor, o Core i3. Uma informação
essencial sobre o Core i5, que não pode
passar despercebida, é o fato dele ser um processador DUAL CORE (não quad core
como o Core i7), mas com o uso da tecnologia HT (hyper threading) há quatro
filas de execução de tarefas. Simplificando é como se os dois núcleos pudessem
administrar certas ociosidades e executar algumas outras tarefas enquanto o
processador está a espera de alguma outra informação. O HT surgiu nos tempos do
Pentium 4, foi provisoriamente “aposentado” com o surgimento do Core 2 Duo.
Voltou melhorado nos processadores Nehalem (vou mostrar isso nos testes).
Além disso, a grande novidade e
esperada inovação é a inclusão da GPU dentro do mesmo encapsulamento do
processador, chamada de Intel HD Graphics, que eleva a um novo patamar soluções
integradas para PCs de uso geral.
Configuração do equipamento testado
?
Processador: Core i5-661 ? 3.33 Ghz
? Placa mãe : INTEL Desktop Board DH55TC
? Memória: 2 X 2GB ? DDR3 ? 1333MHZ ? Kingston
? HD: HITACHI ? 320GB ?
16MB ? SATA2
? Disco ótico : DVD-RW ? SATA;
? Fonte: 450W ? Corsair
? Gabinete: IN-WIN ? preto
? OS: Windows 7 Ultimate 64 bit ? Português

DH55TC foi o “berço” para o teste com Core i5 deste PC com seu chipset H55
Express. É um chipset ágil e eficaz, mas sua principal diferença é não conter o
tradicional sistema de vídeo integrado pois este está agora embutido da CPU Core
i5. Esta nova implementação, na própria CPU (compatível com DirectX 10 e rodando
a 900 Mhz) faz subir mais um bom degrau o nível de gráficos “onboard” (neste
caso a solução “in-a-chip”).
Há apoio do hardware para decodificação de
vídeo em alta definição, porta HDMI, resolução máxima de 2560×1600, memória
compartilhada até 1.7 Gb, decodificação AVC/H.264, OpenGL 2.1, DVD upscaling e é
capaz de rodar jogos casuais e jogos populares com excelente desempenho. Claro
que jogos para entusiastas, com exigências muito altas não são atendidos por
esta plataforma principalmente em nível máximo de detalhes e máxima resolução.
Reprodução de vídeos em HD e Blu-Ray são efetuadas com grande eficiência (gasta
muito pouca CPU ? o trabalho é feito pela GPU integrada) inclusive com suporte a
PIC (“picture in picture”) no Blu-Ray. Em resumo, a inclusão da GPU no mesmo
elemento junto com o processador fez com que o desempenho aumentasse
sensivelmente em relação à geração anterior. Curiosamente o elemento gráfico
ainda é feito em 45 nm que se integra ao Core i5 661 (3.33 Ghz e 4MB de cache
L3).
Para ilustrar esta qualidade e o desempenho vou expor em alguma
imagens abaixo resultados dos testes que fiz com o sistema gráfico deste PC (do
Core i5 661). Ainda uso o velho e bom 3DMARK03, que apesar de sua idade, ainda
me ajuda, pois tenho uma larga base de resultados acumulados e experiência,
tanto em 1024×768 como 1680×1050.
Para ajudar como referência, até pouco
tempo atrás as soluções integradas da INTEL mal chegavam aos 1000 ou 1200 pontos
nestes testes. Não consegui rodar o 3DMARK06. O teste era estranhamente
encerrado sem valores aferidos. Mas testei também com o mais moderno 3DMARK
VANTAGE na resolução 1024×768 (“Entry”). Neste teste a diferença a favor do
chipset H55 Express (vídeo onboard), foi muito grande. Neste teste mal se
obtinha 800 ou 900 pontos. As telas abaixo falam por si.

3DMARK03 1680x1050

Vídeo sendo executado em FULL HD ? baixo uso de CPU ? vídeo onboard

Tabela comparativa Core 2 Duo E 8400 x Core i5 661
Agora indo direto ao objeto final do teste, o poder
de processamento do Core i5 661, nos testes específicos mostrou seu valor como
um processador DUAL CORE. Por isso comparo-o apena como referência ao Core 2 Duo
E8400 (3.0 Ghz 6 Mb), um processador muito popular e muito usado e que ainda
hoje presta bons serviços aos usuários. Resgatei dados de vários testes que fiz
para poder comparar o Core i5 661 com o E8400 tendo como objetivo medir o grau
de evolução, o ganho de eficiência entre as diferentes gerações. Como o meu
E8400 roda a 3.0 Ghz, menos que 3.33 Ghz do Core i5, apresentarei algumas
tabelas com o valor “ajustados”, como se o E8400 rodasse na mesma freqüência de
3.33 Ghz
Explicando melhor os testes feitos, o SUPERPI é o clássico
programa MONOCORE que estressa a CPU calculando o valor do número irracional PI
com muitas casas decimais. O SisSandra Arithmetics testa a capacidade de
cálculos com ponto flutuante e é um teste MULTICORE. O WPRIME (dica do Ziebert)
assemelha-se ao SUPERPI, mas calcula números primos também usando tecnologia
MULTICORE. O DVDSHRINK codifica e grava uma imagem de DVD (sempre uso o mesmo
DVD), mas de forma MONOCORE.
Esta tabela fala por si. A comparação com o
E8400 @3.33 foi cruel. Houve ganhos entre 20% e 56% nas mesmas tarefas. Estamos
comparando um processador de 45 nm da arquitetura anterior com o Core i5 de 32
nm da arquitetura atual. São apenas dois ou três anos de evolução, por isso os
números impressionam. Afinal um ganho médio de quase 44% foi atingido neste mix
de tarefas. Para mim foi surpreendente.
Arithmetic


WPRIME ? cálculos com 32M e 1024 M
Um
ponto que se destaca é a grande diferença a favor do Core i5 quando mais
processos (threads) simultâneos são executados. Ou seja, o HT fez uma boa
diferença. Os números do E8400 foram “compensados” para 3.33 Ghz e mesmo assim
os testes multicore revelaram toda a vantagem. Claro que não é o mesmo resultado
que se obteria se quatro núcleos reais estivessem presentes, mas ficou provado
que o gasto em silício com o HT no projeto deste processador compensou
largamente.
Outra prova deste ponto é o teste CINEBENCH R10, que
renderiza uma imagem complexa com e sem multiprocessamento e aponta o ganho
obtido. Na imagem abaixo que resume o resultado deste teste, o ganho em relação
a apenas um processador foi de 2.31 vezes, ou seja, mais que apenas a soma de
dois núcleos.


Índice de experiência do Windows 7 ? um valor
expressivo
O IEW (índice de experiência do Windows 7) é um teste
muito simples e criticado por alguns por conta disto. Mas gosto de citá-lo, pois
TODAS AS PESSOAS que tem VISTA ou W7 podem executá-lo e muitos já o fizeram
muitas vezes. Neste teste o elemento limitador é o vídeo integrado, que obtém
nota 5.1 para AERO e 5.5 para jogos 3D. Por outro lado em passado recente o
vídeo integrado costumava ser também o “vilão” (o elemento com pontuação menor),
porém resultando entre 2.8 e 3.5. O progresso é bem interessante e é fruto da
GPU integrada ao processador Core i5 661. Da mesma forma é notável a pontuação
7.1 obtida pelo processador, próximo da máxima 7.9.
Conclusão
Esta nova plataforma é muito
consistente. Pela própria foto da placa mãe pode ser visto que é uma placa
simples e que não precisa ter custo muito elevado. O processador Core i5 661 de
3.33 Ghz, 4 Mb de cache L3, com dois núcleos mais HT, que em modo TURBO BOOST
eleva sua freqüência para 3.6 Ghz (auxiliando também as aplicações monocore) tem
um desempenho bastante interessante e consistente (comprovados pelos testes
feitos), com grande evolução em relação às arquiteturas anteriores. Seu preço
será menor que o já consagrado Core i7. Nesta implementação não trabalha em
triple channel DDR3 que também favorece o custo da placa e do uso das memórias
(pode ser usado com dois módulos DDR3 e não três).
São quatro novos
processadores Core i5 e dois Core i3 os quais são apresentados em freqüências
distintas (entre 2.93 Ghz e 3.46 Ghz) e conjuntos de recursos (com vídeo
integrado ao processador ou não, com ou sem turbo boost, etc.), sendo o 661
(modelo testado) o segundo mais poderoso. Mas este tem um bom custo benefício,
pois seu preço sugerido nos EUA (para lotes de 1000) será de US$ 196 e o mais
simples dele (Core i3 2.93 Ghz sem turbo boost) custará (para lotes de 1000) US$
113. A Intel também acredita que esta plataforma seja muito bem aceita pelo
mercado “do-it-yourself”, ou seja, aqueles que montam seus próprios PCs por se
tratar de um solução com ótimo custo benefício.

A máquina de
testes jamais consumiu mais que 90 W
durante todo o teste, mesmo sob estresse total, vídeo, CPU, etc. Em repouso seu
consumo era cerca de 38 W. É, portanto
uma plataforma econômica e amiga no meio ambiente (e do bolso do consumidor). Em
alguns sites que pesquisei, foi citado que versões preliminares (protótipos) do
Core i5 32 nm é amigável em relação ao overclock sendo que 4.0 Ghz foi obtido
sem grandes dificuldades. Por tudo isso eu vejo o Core i5 como o Nehalem que
veio para ficar. É tecnicamente sofisticado, rápido, consome pouca energia e seu
ecossistema não é tão caro como o Core i7 (que fica restrito a usos mais
específicos e para entusiastas e gamers mais exigentes). Quando o comparei o
Core i5 661 com o Core 2 Duo E8400, nas entrelinhas ou mesmo no meu
subconsciente acho que já estava imaginando que este poderia ocupar o lugar que
o Core 2 Duo tinha até então conquistado no mercado. Sim, é isso mesmo. O Core
i5 será o grande processador para os mercados intermediários e com grande ganho
de qualidade e naturalmente tenderá a conquistar este espaço com o tempo. Seja
bem vindo!!!
============================ FIM
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Outras imagens relevantes obtidas durante o
teste





