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Corrida Insana: Dual Graphic

Não é a primeira vez que falo sobre esse assunto, acho até que estou ficando repetitivo, mas dessa vez tenho algumas novidades. Quando eu escrevi minha primeira coluna sobre o tema, em 3 de Fevereiro de 2005- SLI está na moda, mas vale? – e alguns meses depois, em 11 de Agosto de 2005, quando […]

Publicado: 14/05/2026 às 06:35
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6 minutos
Corrida Insana: Dual Graphic
Construção civil — Foto: Reprodução

Não é a primeira vez que falo sobre esse assunto, acho até que estou ficando repetitivo, mas dessa vez tenho algumas novidades. Quando eu escrevi minha primeira coluna sobre o tema, em 3 de Fevereiro de 2005-

SLI está na moda, mas vale? – e alguns meses depois, em 11 de Agosto de 2005, quando escrevi SLI vs Crossfire, ou abobrinha? eu ainda não tinha tido experiência pessoal com nenhuma das duas tecnologias.

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Nessa última semana, junto com o Mikair Lopes que em breve estará disponibilizando pra vocês um artigo super completo sobre essas placas de vídeo, estive muito envolvido com o SLI da nVidia e com o sistema Crossfire da ATI e por isso quero mostrar para vocês alguns aspectos importantes que notamos sobre as duas tecnologias.

Indiscutivelmente os modos Dual Graphics, sejam pela nVidia ou pela ATI, são desnecessários para um jogador atual, baseados nos jogos atuais e nas máquinas que dispomos. Mesmo em altas resoluções as placas isoladamente dão muito bem conta do recado, e não é pra menos pois nenhum fabricante de games iria lançar um jogo que não fosse acessível aos jogadores em termos de requerimento de hardware.

Nas configurações “jogáveis”, mesmo em 1600×1200, dá pra ter um ótimo resultado com as placas top de linha atuais, sem usar o recurso de múltiplas GPUs. Entenda como “jogavel” aquela configuração que cai bem aos olhos, mesmo que não esteja no “máximo” das opções disponíveis para cada jogo. Em nossos testes com Quake 4, Battlefield 2, FEAR MP, entre outros, não fazia muita diferença visual utilizar o filtro anisotrópico acima de uma determinada posição e muito menos o antialiasing lá em cima, quando em níveis intermediários já se consegue ótimos resultados.

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O Crossfire da ATI, como solução, se mostrou um erro só, uma gambiarra mesmo. Os drivers são imaturos, e o funcionamento é bem irregular. A única placa de vídeo disponível (X850XT Crossfire) utiliza dois slots por causa do seu imenso cooler, portanto em modo Dual uma delas aquece demasiadamente, além de fazer muito mais barulho do que o normal. Os drivers são confusos, o sistema de cabos externos é uma solução porca e sem sentido, e o conceito de placa máster e slave é muito ultrapassado. Aliás, só para que vocês saibam, sem uma placa “máster” Crossfire não é possível fazer a geringonça funcionar, e dependendo de qual modelo de placa é a slave nem assim a coisa vai funcionar direito. Mesmo se fosse acessível, não seria algo que eu compraria para meu uso pessoal supondo uma decisão racional e sensata.

O SLI da nVidia por sua vez é bem mais maduro, fácil de usar e instalar, as Geforce 7800GTX que usamos no teste são single slots e operaram maravilhosamente bem em conjunto, sem aquecer demasiadamente (a placa interna ficava uns 10 a 15 graus mais quente que a externa, mas dentro de uma faixa bem tolerável de temperatura média – geralmente abaixo de 75 graus) e são extremamente silenciosas. Mas são placas longas e bloquearam os conectores SATA nativos do chipset da DFI SLI-DR utilizada e consomem muita energia. Aliás, quando se fala em consumo elétrico as duas soluções são estúpidas, quase imbecis.

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Estamos falando de aproximadamente 320W de consumo total se optarmos por um sistema com duas Radeon X1800XT, incluindo processador, memórias e o resto de um PC considerado típico, ou 240W no caso de duas X850XT como as que testamos ou ainda 275W se optarmos pela solução da nVidia.

Considerando que devemos consumir no máximo 70% da carga máxima (pico) suportada por uma fonte de boa qualidade, estamos falando de algo em torno de 460W para uma fonte estar noda especificação. O detalhe é que o requerimento nas linhas de 12 volts é muito maior que o normal, esses valores (22 a 30 ampéres) só encontrados em fontes de 500 Watts pra cima.

Essa semana a nVidia lançou (no papel, pelo menos) a sua nova Geforce 7800 GTX de 512 MB com inúmeras novidades, entre elas uma maior freqüência na GPU e nas memórias, ao módico preço de 700 dólares cada….

Opa!!!!

700 dólares cada uma? Então quanto vai custar esse PC para “jogar”?

É nessa hora que os números alcançam valores exorbitantes. Em uma simulação aqui no Brasil com a configuração utilizada nos testes (Athlon64 3800+, 1 GB de RAM e duas 7800GTX de 256 MB) supondo que o usuário fosse montar um PC típico high end, com gravador de DVD Dual Layer e disco Serial ATA, estamos falando de mais 10 mil reais para um único PC sem monitor. Pombas! 10 mil reais é dinheiro demais!

Nos EUA os preços são mais camaradas, a mesma configuração sairia por um pouco menos de 2 mil dólares, valor suficiente para comprar 6 (seis) unidades XBox 360 ao preço anunciado de lançamento, mais um Playstation 2 e ainda sobrar um troco para comprar o jogo GT4.

Se considerarmos a nova 7800GTX de 512MB aumente pelo menos 500 dólares (250 dólares a mais em cada placa, frente à versão de 256 MB) no preço do kit, para 2500 dólares. Isso sendo muito racional e econômico, porque soluções SLI prontas como as da Alienware estão custando 4500 dólares (sem monitor) e não são muito diferentes da que utilizamos. Alguém ficou louco nesse mercado, e eu acho que não fui eu.

Essa corrida insana para ver quem tem a melhor tecnologia ou a placa mais rápida do mundo parece muito com a corrida espacial nos anos 60 e 70, ou com a corrida armamentista nos anos da guerra fria. Algo sem sentido prático, mas que mexia com a emoção da humanidade. Só que agora estamos vivendo um período (eu diria uma tendência irreversível) de escassez de energia, onde devemos valorizar produtos que consomem pouco, que são mais inteligentes e racionais.As placas de vídeo para PC estão indo na contra mão, tal qual os famosos carros americanos da década de 70 que sucumbiram com a crise do petróleo em 1973 e 1979.

Talvez, insanos sejam os consumidores…

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