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Criptomoedas estáveis unem o melhor dos mundos digital e real

O conceito de criptomoeda foi uma das maiores revoluções que surgiu no mercado financeiro dos últimos tempos. Muito se especulava em torno do futuro das moedas tradicionais, visto que o próprio papel-moeda se torna cada vez menos relevante em uma sociedade que realiza transações majoritariamente online. O mercado chegou a acreditar que o advento do criptoativo decretaria […]

Publicado: 21/05/2026 às 16:45
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Criptomoedas estáveis unem o melhor dos mundos digital e real
Construção civil — Foto: Reprodução

O conceito de criptomoeda foi uma das maiores revoluções que surgiu no mercado financeiro dos últimos tempos. Muito se especulava em torno do futuro das moedas tradicionais, visto que o próprio papel-moeda se torna cada vez menos relevante em uma sociedade que realiza transações majoritariamente online. O mercado chegou a acreditar que o advento do criptoativo decretaria o fim dinheiro como nós o conhecíamos. Um tempo se passou e ainda aguardamos que o blockchain atinja o seu enorme potencial.

Recentemente, as criptomoedas encabeçaram as notícias  com o anúncio de que o Facebook, uma das empresas mais disruptoras do mercado, lançaria a sua própria criptomoeda, a Libra, em breve. O anúncio, contudo, mingou. Mark Zuckerberg foi sabatinado por órgãos reguladores do mercado para esclarecer os limites da sua moeda virtual, acendendo o sinal amarelo para a companhia. Mais recentemente, o Facebook parece ter voltado atrás, anunciando, em seus resultados do segundo trimestre de 2019, que a Libra poderia nem sair do papel – o objetivo era que a moeda entrasse em vigor já em 2020.

À parte de todos os problemas que uma tecnologia altamente inovadora pode representar para um mercado um tanto conservador, o maior entrave que as criptomoedas parecem enfrentar para sua plena aceitação é a forte flutuação de preços, que impede que elas exerçam plenamente as funções de meio de troca e de medida de valor.

Uma solução contra a volatilidade das criptomoedas é a criação das chamadas Stablecoins, cuja tradução mais comum e literal é “moeda estável”. A conotação com a moeda física é importante, pois o propósito das Stablecoins consiste justamente em dotar as criptomoedas da estabilidade característica das chamadas “moedas fortes”, ou divisas, como o dólar, o euro, o iene.

Esse propósito de “estabilizar” o valor das criptomoedas significa, em geral, constituir garantias em ativos, bens ou moedas reais, de modo a relacionar, ou indexar, o valor da Stablecoin ao valor dessas garantias. Exemplo disso é o GMC da Gomoney, criptomoeda atrelada à cotação do dólar e que visa facilitar negócios entre as pessoas ao redor do mundo.

Cada Stablecoin tem em comum a aceitação dos tokens a um ativo do mundo real, de modo que seja possível equiparar o dinheiro virtual ao dinheiro físico, combinando as vantagens de ambos: a segurança, a descentralização e a agilidade do digital, com a maior estabilidade do dinheiro em espécie.

Cotações mais estáveis contribuirão para a transição de produtos financeiros convencionais, como empréstimos, investimentos, entre outros, para a tecnologia blockchain.  Para quem usa as criptomoedas como poupança, as Stablecoins são a melhor opção. Normalmente, atreladas a uma moeda forte, se beneficiam em sinais de crise.

*Por Osman Velazquez, Co-CEO & CFO da GoMoney, empresa criadora do GMC, primeira stablecoin brasileira atrelada à cotação do dólar.

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