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Cuidado com o hacking de voz e vídeo IP em tempo real

Cuidado! As videoconferências empresariais podem ser facilmente interceptadas através do uso de uma ferramenta freeware, capaz de permitir que atacantes monitorem chamadas em tempo real e as gravem em arquivos adequados para posterior publicação em sites de vídeo como o Youtube. A forma de explorar a vulnerabilidade foi demonstrada há alguns meses em conferências de […]

Publicado: 27/05/2026 às 19:56
Leitura
3 minutos
Cuidado com o hacking de voz e vídeo IP em tempo real
Construção civil — Foto: Reprodução

Cuidado! As videoconferências empresariais podem ser facilmente
interceptadas através do uso de uma ferramenta freeware,
capaz de permitir que atacantes monitorem
chamadas em tempo real e as gravem em arquivos
adequados para posterior publicação em sites de
vídeo como o Youtube.

A forma de explorar a vulnerabilidade foi demonstrada
há alguns meses em conferências de segurança
mas a maioria das redes corporativas ainda
estão vulneráveis, assegura Jason Ostrom, diretora
do laboratório Viper da Sipera, fabricante de tecnologia
VoIP que realiza testes de penetração em
redes VoIP dos seus clientes.

Ostrom diz que apenas 5% dessas redes estão devidamente
configuradas para bloquear este tipo de
ataque, capaz de produzir arquivos de áudio e de
vídeo de conversas inteiras. Isto porque “as empresas quase
nunca usam técnicas de criptografia”, alerta.

Ostrom demonstrou o potencial do ataque no Forrester
Security Forum, em Boston, usando um
switch Cisco, dois videofones Polycom e um computador
portátil equipado com uma ferramenta de
hacking denominada UCSniff, resultante da conjugação
de várias ferramentas de código aberto.

Para ouvir as chamadas, alguém com acesso a uma
tomada de telefone VoIP pode ligar ali um aparelho portátil, onde tem instalada
a ferramenta de hacking. Usando técnicas
para ludibriar o protocolo de resolução de endereços
(Address-Resolution Protocol ou ARP), o dispositivo
recolhe o diretório VoIP da empresa, dando
ao atacante a possibilidade de vigiar a atividade em
qualquer telefone e interceptar as comunicações.
Uma outra ferramenta, dentro do UCSniff e chamada
Ace, simplifica essa recolha do diretórios.
Depois de interceptadas, as gravações de áudio e
vídeo passam para o aparelho portátil, onde podem ser enviadas para sites na Internet
à medida que são gravadas em arquivos separados,
explica Ostrom.

Criptografia é a melhor solução

A melhor protecção para este tipo de ataques é ativar
as tecnologias de criptografia tanto para a sinalização
na rede como para os conteúdos,
recomenda a responsável da Sipera. O problema
não é com a rede, com a tecnologia VoIP ou com o
equipamento de vídeo em si, mas com a forma
como eles são configurados na rede.

Ostrom concorda que ferramentas de monitoramento
de Layer 2 conseguem detectar ataques desse tipo, mas
ressalva que, muitas vezes, elas não são usadas.
Além disso, nos testes de penetração, descobriu
que 70% das redes são vulneráveis a ataques para
fraudes, os quais usam as redes empresariais como
proxies para fazer chamadas telefônicas de
longa distância.

A prática é tão comum que a AT&T,
operadora de telecomunicações norte-americana, chega a
“plantar” vulnerabilidades com o propósito de atrair
os atacantes para honeypots, espaços controlados
e afastados da rede. Depois, trabalha com as autoridades para identificar
e processar os hackers.

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