Reformulação foi motivada pela transferência da sede para um novo endereço e preparou empresa para suportar telefonia IP
O escritório ficou pequeno e a Cyrela observou, no fim de 2007, a necessidade de mudar sua sede, em São Paulo. A falta de espaço no prédio na avenida Juscelino Kubitschek fez com que a incorporadora transferisse sua operação para a avenida Faria Lima, ambas na capital paulista. O novo endereço abriu oportunidades para área de TI, que vislumbrou a chance de reformular inteiramente seu ambiente de rede.
Na antiga sede, a infraestrutura era heterogênea, composta por tecnologias de cinco diferentes fornecedores e tinha as principais funcionalidades descentralizadas. Os equipamentos, antigos, estavam propensos a problema, o que exigia constante monitoramento. Além disto, naquela época, a companhia passava por um aumento no número de usuários de 600 para mil estações de trabalho e de 40 para 60 servidores.
Quando a mudança de endereço foi sinalizada, o departamento de TI da Cyrela começou a se movimentar em um projeto que previa a estruturação completa do ambiente. Rogério Pires, gerente-geral de TI da incorporadora, revela que o objetivo era adotar uma tecnologia facilmente gerenciável e integrada a uma solução de telefonia IP. O cenário previa o aumento em escala, com capacidade de crescer 50% ao ano na utilização da tecnologia até 2011.
Outra dificuldade era lidar com vários fornecedores, que demandavam muitos contratos de manutenção e os sistemas não eram completamente integrados. Ou seja, a solução de um não conversava com a do outro. Desta forma, explica Pires, concentrar-se na tecnologia de um fabricante diminuiria a complexidade do ambiente e reduziria os gastos.
Testes de aderência
A Cyrela buscou fornecedores capazes de prover a tecnologia dentro de suas expectativas. A companhia avaliou produtos de três provedores em testes de aderência de hardware, software e integração com telefonia IP, escolhendo a proposta conjunta que contemplava o ambiente de rede da Enterasys Networks e o PABX IP da Siemens Enterprise Communications.
A solução começou a ser desenhada em fevereiro em reuniões quinzenais. Seis pessoas da Cyrela trabalharam em conjunto com nove especialistas do time dos fornecedores, possibilitando transferência de conhecimento. O período de implementação consumiu dois meses, contemplando a integração completa dos sistemas. O ambiente passou a contar com dois switches Core da linha N-Series operando de forma redundante, o que garantiu disponibilidade e gerência de fluxos.
Um console de gerenciamento passou a controlar e a aplicar políticas de acesso. Os switches de acesso começaram a alimentar os aparelhos de telefonia IP. A partir daí, a inteligência da rede migrou do firewall para os switches.
Em maio, a sede da Faria Lima começou a ser ocupada. Após quatro meses da adoção da tecnologia, Pires destaca que a nova infra-estrutura garante 99% de disponibilidade na rede. O gerente cita ainda aumento na velocidade de tráfego de dados; as estações operam com 100 Mbps, enquanto os servidores rodam 1 Gbps. O executivo acredita que os sistemas IP, tragam redução entre 30% e 40% nos gastos com telefonia.
“As mudanças trarão impactos diretos. Adotamos uma solução para não perder nenhum tipo de negócio”, avalia o gerente, dizendo que as eventuais falhas no sistema são resolvidas com a redundância nos equipamentos. Sem mencionar o valor investido, o executivo enfatiza: “Não foi nada exorbitante”. A expectativa é que o retorno venha em até um ano.