IoT – a internet das coisas – compõe um dos pilares da transformação digital. De uma sigla desconhecida há 4 ou 5 anos, tornou-se uma das esperanças de se alcançar benefícios ao monitorar equipamentos à distância, ao automatizar fluxos de inspeção e de manutenção e até ao capacitar a comunicação e a colaboração entre equipamentos. […]
IoT – a internet das coisas – compõe um dos pilares da transformação digital. De uma sigla desconhecida há 4 ou 5 anos, tornou-se uma das esperanças de se alcançar benefícios ao monitorar equipamentos à distância, ao automatizar fluxos de inspeção e de manutenção e até ao capacitar a comunicação e a colaboração entre equipamentos. As 20 bilhões de “coisas” conectadas pela internet devem movimentar mais de US$ 1 trilhão em 2022, segundo previsões do Gartner e do IDC.
Segundo a MPI (MPI’s Internet of Things Report: Challenges), 66% das empresas que adotaram uma estratégia de IoT aumentaram sua produtividade em mais que 5%; e 57% incrementaram em mais de 5% sua rentabilidade.
Assim como vimos o desempenho dos carros de Fórmula 1 saltar por meio da análise dos dados de telemetria – variáveis como temperatura dos fluidos e dos freios, vibração do motor, aceleração linear e centrípeta e outros tantos indicadores lidos à distância e transmitidos para os computadores dos engenheiros nos boxes das escuderias – estamos na era de ler e analisar dados e daí atuar sobre os equipamentos industriais e sobre pessoas à distância. Pessoas? Sim. Relógios que monitoram a pressão, o batimento cardíaco, a temperatura e a aceleração de pessoas revelam situações de potencial perigo que podem acionar alarmes em uma central para verificar se alguém caiu ou está prestes a ter um ataque cardíaco.
E o campo também não fica de fora. Os sensores que monitoram os movimentos, a temperatura e acidez dos estômagos das vacas (“A Vaca Conectada”) contam uma bela história sobre a implantação de IoT na agropecuária.
Os casos de uso de IoT mais citados contemplam:
Junto com o valor que IoT traz para as companhias na medida em que adotam estratégias específicas para a sua implementação e avançam na maturidade de suas instalações, as empresas enfrentam desafios, tais como adaptar tecnologias existentes, adaptar a rede para permitir o tráfego de dados dos sensores, dispor de talentos e habilidades para tratar de IoT e assim por diante. Mas o que mais chama atenção nesta pesquisa da MPI é que faltam ideias de como se implementa IoT em seus negócios e quais são os casos de uso apropriados para justificar os benefícios da sua implementação. Identificar oportunidades e benefícios de IoT foi citada em primeiro lugar com 46% de respostas entre entrevistados que trabalham em empresas de manufatura, para processos de implementação de IoT e com 42%, quando se perguntam sobre os desafios relacionados a produtos.
Outro aspecto importante é verificar por que tantos esforços de implementação de um programa de IoT fracassaram:
Afinal, para que serve IoT?
Conceber uma estratégia para IoT consiste em atividade primária do projeto, tal como para qualquer iniciativa transformacional ou de impacto em sua companhia. Estabelecer objetivos claros e mensuráveis, para a fase de implementação – como escopo, prazos e orçamento – e para a fase de operação – como precisão e disponibilidade dos dados, tempo para a tomada de decisão e seu impacto – transformam uma iniciativa em um programa corporativo com resultados evidentes e justificáveis, gerando fundos para outros projetos atraentes como estes.
A internet das coisas deve habilitar a empresa a servir melhor seus clientes, fornecedores, empregados e criar benefícios operacionais que vão desde visibilidade de ativos a novas fontes de receitas e segmentos de clientes. Dentre os casos mais fáceis de justificar, como a melhoria nos processos de gestão de ativos, do aumento da vida útil do equipamento, da produtividade da força de manutenção e do aumento da capacidade produtiva, pode ser o projeto que falta à sua companhia para iniciar a implementação de uma estratégia de IoT juntamente com a modernização da sua plataforma de gestão de manutenção. Ou pode ser uma inovação embarcada em suas máquinas que são vendidas a outros clientes ou um conjunto de sensores que monitora vibração de veículos para que se derive a forma de conduzi-los e o risco que os condutores apresentam para fins de contratação de seguros.
IoT abre novas avenidas de negócios. Os desafios são grandes, mas contornáveis.
*Por Antonio Carlos de Brito, Sr Principal, Digital & Value Engineering, Infor LATAM