Grupo investiu R$ 1,1 milhão num ambiente com capacidade para 110 servidores e cerca de 47 terabytes de espaço de discos
Quando a divisão de serviços do Grupo Accor decidiu reunir em um mesmo prédio seus três escritórios e cerca de mil funcionários – até então dispersos entre a região da Avenida Paulista e o Centro Empresarial, na Zona Sul de São Paulo – a diretoria de tecnologia da informação comemorou a oportunidade. Finalmente, iria consolidar servidores espalhados em quatro locais num mesmo ambiente. Mas, se a idéia era centralizar as operações, por que não fazê-la segundo os conceitos mais modernos da TI “verde”, focada na economia de energia e respeito ao meio ambiente?
As intenções sustentáveis do grupo francês, na prática, resultaram em ganhos importantes. O investimento de R$ 1,1 milhão num ambiente com capacidade para 110 servidores e cerca de 47 terabytes de espaço de discos possibilitou uma economia de um terço dos custos de manutenção de TI e de energia. Permitiu, ainda, que a equipe de TI ganhasse mais sinergia. Com isso, os processos de implantação de novos programas ficaram 20% mais ágeis. Os impactos chegaram até a impressão de documentos. Ela pode, enfim, ser centralizada, o que permitiu que os serviços de monitoração do uso dos recursos pelos funcinários e a manutenção do sistema fossem terceirizados. Apenas esta medida alcançou uma redução de 350% nos gastos com papel, que eram de, em média, 200 páginas por pessoa, por mês.
Gerenciamento centralizado
O diretor de tecnologia da informação da Accor Services para a América Latina, Eric Sanavio, admite que a idéia de adotar um data center “verde” não tinha originalmente a redução de custos como objetivo, mas, sim, um gerenciamento centralizado dos recursos de TI, que garantiria uma maior sinergia entre as várias áreas do grupo. “Fica muito mais fácil se, ao invés de termos três servidores de correio eletrônico em três pontos diferentes de São Paulo, pudermos consolidar as operações em um único equipamento”, justifica.
A escolha da Accor para projetar e construir o novo data center recaiu sobre a IBM. Nele são rodados os aplicativos de automação de escritórios – entre os quais estão o correio eletrônico, ferramentas de produtividade pessoal e o firewall do sistema. “Queríamos que ele se espelhasse no mesmo nível de tecnologia que o datacenter deles, em Hortolândia, onde terceirizamos os nossos outros aplicativos, esses, sim, críticos ao negócio, em 150 servidores”, informa o diretor.
Projeto implementado, foi criada uma infraestrutura que alia redução de consumo de energia e segurança. Ele possui geradores dedicados e prevê a melhor utilização possível do ar-condicionado. Sua estrutura cria corredores de ar quente e frio, os quais direcionam o fluxo de ar diretamente para servidores, com um mínimo de dispersão no ambiente. Ela pressupõe, ainda, a desobstrução do piso elevado para facilitar a circulação do ar. O data center conta com paredes de segurança contra incêndio que também isolam o recinto e contribuem para um menor consumo de energia em refrigeração. O projeto possui, por fim, um sistema preventivo de detecção de incêndio.
Sanavio agora possui toda a sua equipe de dez engenheiros e administradores de sistema integrada num mesmo espaço. “Com isso podemos dar início a vários projetos, como a padronização de aplicativos das várias unidades”, finaliza o executivo.