É melhor manter os talentos de TI internamente ou olhar para fora em busca do melhor candidato possível?
O filósofo Groucho Marx pronunciou uma vez: ?não pertenceria a qualquer clube que me aceitasse como membro?. Pensei nesta história quando li um comunicado anunciando que a Cummins, uma fabricante de motores de Indiana que fatura US$ 11 bilhões por ano, tinha contratado um novo CIO. O nome dele é Bruce Carver, e ele está vndo da fabricante de peças automobilísticas Dana, onde ele tinha sido VP e CIO desde 2004.
Não que Carver não se deleitaria com este sentimento. Tenho certeza que ele vê a Cummins como uma grande oportunidade, o que de fato é. Olha o que ele disse na divulgação: ?Buscarei construir sobre os alicerces calcados por Gail durante sua posse e trabalhar com a equipe talentosa de TI já existente para dar suporte aos planos de crescimento lucrativos?.
Gail é a CIO anterior da Cummins, Gail Farmsley, e por isso pensei no Groucho Marx. Ela sempre foi proativa no desenvolvimento de talentos na gestão de TI de dentro da Cummins. Eu a vi dando um palestra sobre isso no CIO Symposium, em Indianapolis, e escrevi sobre seus esforços no final de 2007.
Ela disse: “Estávamos buscando onde a empresa lidera em termos de crescimento, e nos perguntamos: temos os líderes nos lugares certos para ir ao encontro deste desafio de crescimento? Além disso, nos últimos seis ou sete anos, a demografia dos líderes de TI mudou. Estávamos procurando gerentes de TI fora da empresa, o que não é uma boa coisa. Não estávamos desenvolvendo as pessoas internamente.?
Me deixou surpreso o fato da Cummins olhar para fora da empresa em busca de recolocação. Teria sido este o resultado de uma pesquisa exaustiva para o melhor candidato possível? Ou isto foi motivado, mesmo que só um pouco, por uma versão corporativa do complexo de inferioridade que Groucho satirizava? Escrevi um post em um blog sobre este assunto e muitos insights foram gerados. Alguns exemplos:
– A decisão de promover de dentro ou contratar de fora (para todas as posições de liderança) tem muito mais a ver com cultura organizacional que talento real.
– As empresas deveriam se esforçar mais para encontrar talentos internos, mas geralmente se faz necessária uma mudança, o que significa trazer alguém de fora.
– As empresas precisam perceber que o desafio não é conseguir os bons talentos ? mas mantê-los.
– Não há ninguém na empresa com habilidades de liderança, de relacionamento e um forte entedimento dos conceitos de TI?
– Contrate as pessoas melhores, mais brilhantes e mais eficientes que você puder encontrar, onde quer que elas estejam.
– Eu suspeito que tenha a ver com propensão comum humana de buscar um candidato cujas falhas você não conhece versus o candidato cujas falhas você conhece.
– Se os CIOs não foram promovidos internamente, de onde virá a nova safra de CIOs experientes?
– Duas questões: se você é um CIO, você se incomodaria em criar alguém para te substituir? Se você aspira ser um CIO, você espera ser promovido ou buscar uma oportunidade em algum outro lugar?