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Depois de terceirizar, Petrobrás foca estrutura própria

Já a Rhodia aposta em infraestrutura interna gerenciada por uma provedora

Publicado: 21/05/2026 às 03:43
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Depois de terceirizar, Petrobrás foca estrutura própria
Construção civil — Foto: Reprodução

Alçada recentemente pela revista americana Forbes à posição de 18ª maior empresa do mundo, a Petrobras passou a contar, desde 2004, com CPDs externos para suportar a expansão. “O crescimento atingiu ritmo tão acelerado que nos levou a decidir pelo modelo híbrido”, informa o gerente-geral de serviços de infraestrutura de TIC, Marcelo Estellita. A expansão está refletida em números como os que revelam salto no volume das reservas de óleo e gás de 7,531 bilhões de barris em 1995 para 14,092 bilhões em 2008 e na produção atingindo 1.969.300 barris/dia em 2009, contra 717.160 barris/dia em 1995.

Nesse contexto, a terceirização de data center foi crucial, mas a intenção da empresa é voltar a um cenário mais parecido com o inicial, quando prevalecia o equipamento interno. “Só que, agora, com muito mais capacidade e em local mais apropriado, a Ilha do Fundão, no Rio de janeiro”, informa Estellita. Ele se refere ao novo site de 4 mil m², com CPD classe 3, previsto para entrar em operação no segundo semestre deste ano. “O grande desafio será fazer a mudança com o menor impacto possível para o negócio.”

Mas por que, depois de experimentar a terceirização por quase sete anos, a Petrobras decidiu retroceder, em lugar de avançar no outsourcing? O gerente-geral não dá detalhes e afirma não querer generalizar, contudo revela que houve problemas com fornecedores. Adianta, entretanto, que nem todas as parcerias serão desfeitas.

Antonio Carlos Guimarães de Faria, gerente de serviços para computação distribuída da Petrobras, diz que a primeira grande lição aprendida nesses anos foi que só se consegue manter modelo de data center próprio quando se investe em instalação apropriada, o que nem sempre acontece. “Só fomos para a terceirização, porque nossas instalações limitavam o crescimento”, diz, sem descartar os pontos positivos. “Mas agora, retornando ao modelo próprio, teremos um ambiente robusto com o nível de segurança maior que já tivemos até hoje.” Faria constata, como equívoco, o fato de a TI ter ficado “tranquila” com a contratação de terceiros, confiando totalmente na expertise deles.

Estellita esclarece que a experiência de terceirização da Petrobras até agora se deu sob o conceito de colocation, mas atualmente a empresa está contratando parceiro na modalidade hosting.  Sobre isto, o executivo adianta apenas que o processo de contratação está em desenvolvimento e que a alternativa cobrirá apenas situações não críticas. A vantagem de manter o modelo híbrido, segundo ele, é que a equipe de TI consegue alocar as aplicações segundo sua “vocação”.  “A manutenção de uma braço terceirizado nos garantirá flexibilidade para suportar demandas de processamento de dados sísmicos muito grandes, por exemplo”, diz Estellita, gerente-geral, para quem a solução híbrida é uma tendência no mercado.

Perfil generalista de gestor

Na Rhodia, a operação brasileira optou por manter espaço e infraestrutura como sua propriedade, contratando a Atos Origin apenas para operar o ambiente. Não há dogmas no que se refere à terceirização. “Na Europa, nossa estratégia de data center é de outsourcing total. Temos tradição na terceirização em diversas áreas e estamos sempre abertos para analisar opções”, diz Márcio Silva, vice-presidente mundial de infraestrutura de TI. A definição de aplicações e a manutenção do site são de responsabilidade da Rhodia, que conta em seus quadros com especialista em gestão de data center. “Este cargo tem de ser ocupado por um generalista que conheça as regras do jogo e tenha conhecimentos técnicos suficientes para dialogar e cobrar”, explica.

De acordo com o vice-presidente, esse modelo não é questionado na empresa. “Se fôssemos assumir o serviço da Atos, teríamos de contratar cerca de quatro técnicos para trabalhar em regime 24 por 7, um encargo que preferimos não ter mais”, justifica. Para quem quer seguir o caminho inverso e montar seu próprio time técnico, ele alerta para riscos. “Bons técnicos não farão boa gestão de serviços, sem contar que manter pessoal técnico próprio pode levar a situações em que os mesmos estarão, por circunstância, fazendo o trabalho do parceiro.”

No que se refere à gestão do serviço, o executivo diz que mudanças de fornecedores e, por consequência de toda a equipe técnica, podem representar uma grande dor de cabeça. “As pessoas carregam o histórico das atividades. Por isso, a elaboração do contrato deve ser cuidadosa na inclusão de cláusulas como reversibilidade, processo em que o provedor se obriga a transferir o serviço para outro, de forma profissional”, ensina. Silva atesta que não é fácil elaborar regras que cubram todas as possibilidades, daí a importância de revisões periódicas, de governança do contrato e da existência de um comitê de estratégia para discutir as evoluções que podem impactar o serviço. O VP considera que o data center da empresa está bem-atendido no quesito segurança, mas ainda precisa avançar no tópico redundância. “Dependendo da aplicação, temos redundância dentro de casa. Mas não é o ideal, e já estamos desenvolvendo projeto que levará para quilômetros de distância metade dos nossos equipamentos”, informa.

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