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CIO Insight: CIO da Eliane fala sobre futuro da TI

Tenho lido muitos artigos que citam TI como estratégica dentro das organizações e que seus gestores
devem estar muito próximos da direção, participando efetivamente das decisões que norteiam o futuro dos negócios.

Publicado: 27/05/2026 às 11:26
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3 minutos
CIO Insight: CIO da Eliane fala sobre futuro da TI
Construção civil — Foto: Reprodução

Concordo plenamente com tal visão, mas, na prática, vejo que muitos CIOs deixam de fazer suas atividades operacionais básicas como, por exemplo, manter os sistemas sob sua gestão disponíveis o maior tempo possível. Claro que isso está relacionado aos níveis de investimentos, mas também é inegável que diversas companhias dedicam muito dinheiro sem obter o retorno esperado.

Vou citar o caso de um de nossos clientes que tem suas ferramentas de e-mails hospedadas em um grande fornecedor brasileiro. Não estávamos conseguindo entregar mensagens para esta empresa e após análise do nosso técnico foi detectado um problema de rejeição indevida no sistema do provedor. Ao tentarmos falar com a área de TI do cliente, fomos informados que deveríamos ligar diretamente para seu provedor para discutir tecnicamente o assunto. Seguimos a orientação e, em contato com esse fornecedor, o atendente fez as perguntas básicas e concluiu erroneamente que o problema não era dele, negando-se a repassar o chamado para o suporte de segundo nível. Tivemos que conviver alguns dias com a falha até que, após muita discussão, conseguimos transpor o atendimento de primeiro nível. Um técnico mais capacitado conseguiu resolver o transtorno.

Neste caso, provavelmente os SLAs acordados entre as partes (nosso cliente e seu fornecedor de e-mail) não foram descumpridos, visto que o atendimento ocorreu imediatamente, porém sem resolver a questão. Também é provável que este problema não tenha chegado ao conhecimento dos gestores de TI do cliente. Analisando o caso pela ótica da área de negócio, podemos imaginar o transtorno que isso causou, pois as mensagens referiam-se a confirmações de pedidos, propostas comerciais, etc. A indisponibilidade, com certeza, trouxe algum prejuízo financeiro e de produtividade.

Com base no exemplo, proponho a reflexão: de que adianta participarmos de todas as decisões da empresa e estarmos envolvidos diretamente nas questões estratégicas, se não conseguirmos entregar o básico que se espera de uma área de TI?

Já é realidade que as empresas, para poderem operar, dependem profundamente de seus sistemas de informação. Cabe a nós, gestores de TI, entregarmos atributos requeridos pelo negócio, objetivando a maximização dos investimentos feitos frente às necessidades da companhia.

Não quero, com isso, dizer que a área de TI deva ficar restrita ao suporte, mas, com certeza, antes de ser estratégica, é nosso dever manter os sistemas disponíveis o maior tempo possível. Assim, estaremos dando uma grande contribuição ao negócio. Após feito o dever de casa, teremos carimbado nosso passaporte na busca por novos desafios dentro das organizações.

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