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Devido à demanda, pode faltar fibra ótica no médio prazo

Construção de infraestrutura na Ásia e a atualização de redes na América do Norte e Europa podem afetar setor

Publicado: 10/05/2026 às 02:21
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Devido à demanda, pode faltar fibra ótica no médio prazo
Construção civil — Foto: Reprodução

Por enquanto não há por que se desesperar, mas é bom ficar atento. O mercado de fibra ótica começa a dar sinais a serem considerados. Os esforços para construção de infraestrutura na Ásia e a atualização de redes na América do Norte e Europa podem fazer com que falte o material – ícone da comunicação em alta velocidade – no médio prazo.

“Houve um crescimento da demanda por fibra que ninguém estava preparado para atender”, alerta opresidente da consultoria Teleco, Eduardo Tude. Vale lembrar que o investimento nesse tipo de infraestrutura não é barato, nem rápido. Além disso, o Brasil passa por um momento de definição de suas pretensões para a banda larga nas próximas décadas.

O especialista recorda que há dez anos diversas redes foram construídas. Após o estouro da bolha da internet, por volta do ano 2000, o mercado se retraiu e várias fábricas ao redor do mundo foram desativadas. Agora, os anseios do mercado pedem conectividade mais robusta para suportar um volume de tráfego que cresce em projeção geométrica. “O que escutamos é que todos fornecedores estão carregados de pedidos”, revela Tude.

A percepção está correta. “Estamos nos mesmos volumes de venda de antes do estouro da bolha”, concorda o presidente da Furukawa Brasil, Foad Shaikhzadeh, citando que muitas fábricas de cabos e fibra ótica ao redor do mundo, por anos desativadas, aos poucos, começam a retomar produção.

Segundo o executivo, a indústria brasileira tem capacidade para produzir 2,5 milhões de quilômetros de fibras em cabo, frente a um consumo nacional de 1,2 milhão previsto para 2010. O problema é que a produção de matéria-prima do País é da ordem de 1,5 milhão. “Se a demanda crescer muito, precisaremos importar mais fibra”, comenta o presidente da indústria que opera a 60% de sua capacidade máxima. Pelas projeções de Shaikhzadeh, a busca por material importado não deve se intensificar antes de 2011.

Interessante atentar que, mesmo dentro de um cenário intenso, a Furukawa observou retração de 20% no faturamento verificado no ano passado. A expectativa é fechar 2009 com receitas na casa dos R$ 315 milhões. “A queda no resultado não foi tão drástica, porque a empresa se readaptou desenvolvendo linha de produtos mais para o mercado corporativo”, indica o presidente, numa afirmação que revela que o setor telecom segurou investimentos ao longo dos últimos doze meses. A medida pode ser atribuída a crise global e a consolidação vivida no universo das operadoras.

Segundo Júlio Püschel, gerente de consultoria do Yankee Group Latin America, o mercado de conexões fixas de banda larga cresce a uma taxa média acumulada anual na casa dos 29%, entre 2003 e 2013. “O crescimento de banda larga móvel será mais acentuado que isso”, avalia. Contra um avanço explosivo na demanda, as operadoras sinalizam crescimento orgânico de suas redes. Otimizar infraestrutura, então, é fundamental.

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