Desde que assumiu, em setembro deste ano, o comando das operações da Diebold Nixdorf para toda a América Latina, Elias Rogério da Silva vem conduzindo um movimento de integração regional baseado no modelo de gestão implementado pela companhia no Brasil – hoje a segunda maior operação mundial da empresa, atrás apenas dos Estados Unidos. A […]
Desde que assumiu, em setembro deste ano, o comando das operações da Diebold Nixdorf para toda a América Latina, Elias Rogério da Silva vem conduzindo um movimento de integração regional baseado no modelo de gestão implementado pela companhia no Brasil – hoje a segunda maior operação mundial da empresa, atrás apenas dos Estados Unidos.
A estratégia, marcada por governança rígida, eficiência operacional e inovação voltada aos setores financeiro e de varejo, deve ser replicada em 16 países sob a liderança do executivo, incluindo o México, a América Central, a região Andina e o Cone Sul.
“Esse movimento é um reconhecimento do trabalho feito pelo time do Brasil, com os resultados que a gente obteve e a governança que conseguimos colocar por aqui”, contou o vice-presidente da companhia em um almoço com a imprensa nesta semana. “A operação brasileira mostrou capacidade de entrega e resiliência. Agora nosso desafio é levar esse modelo para os demais mercados e capturar novas oportunidades de expansão na região.”
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A operação brasileira deve encerrar 2025 sustentando a trajetória de crescimento registrada no ano atual. Em um mercado considerado maduro, especialmente no segmento bancário, a Diebold Nixdorf tem conseguido avançar ao combinar a consolidação dos grandes bancos com a expansão das cooperativas de crédito e, sobretudo, com o ciclo de renovação tecnológica que toma conta do setor.
“Estamos terminando o ano ganhando market share e crescendo um pouco acima da inflação”, disse. A introdução de recicladores de dinheiro, que substituem os antigos dispensadores e permitem o reaproveitamento das cédulas depositadas pelos clientes, é um dos pilares desse avanço. No Brasil, a empresa detém 72% de participação nesse nicho. Globalmente, a linha DN Series já superou a marca de 200 mil unidades instaladas.
A fábrica da companhia em Manaus, antes dedicada exclusivamente ao mercado brasileiro, também passou por investimentos e hoje abastece outros países da América Latina, com destaque para o México. A mudança, acelerada após os choques na cadeia global de suprimentos durante a pandemia, deve levar a unidade a operar em 2025 praticamente dividida entre demanda doméstica e exportações.
“Revisitamos nossa cadeia de suprimentos e buscamos produção mais próxima dos mercados atendidos. Hoje metade da produção de Manaus já contempla a região”, afirmou Silva.
Além da forte presença no setor financeiro, a Diebold Nixdorf aposta no varejo como uma das frentes mais promissoras para os próximos anos. Desde a aquisição da alemã Wincor Nixdorf, em 2016, que deu origem à Diebold Nixdorf, o segmento ganhou musculatura e agora passa por um ciclo de inovação voltado à automação de lojas.
Entre as novidades estão o Scan & Go, que permite ao cliente registrar compras pelo celular, e o DN Express Check&Go, baseado em RFID para acelerar o processo de pagamento. “O mercado caminha para oferecer mais conveniência e eficiência operacional, e nossas inovações vão ao encontro dessas necessidades”, finalizou o vice-presidente.
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