ITF Portal - Banner Topo
Slot: /23408374/itf-ad-banner-topo
720x300, 728x90, 728x210, 970x250, 970x90, 1190x250
5G
Dial-up
fibra óptica
FTTH
PON

Do cobre à fibra – como colaboraram para a evolução da conectividade

A demanda por mais velocidade e melhor estabilidade nas conexões com a internet exigem a evolução constante das tecnologias adotadas pelos provedores do serviço de banda larga. As arquiteturas baseadas em redes de fibra óptica têm sido construídas com o objetivo de suprir as crescentes demandas por serviço de banda larga fixa. Esse é o […]

Publicado: 23/05/2026 às 10:30
Leitura
5 minutos
Construção civil — Foto: Reprodução

A demanda por mais velocidade e melhor estabilidade nas conexões com a internet exigem a evolução constante das tecnologias adotadas pelos provedores do serviço de banda larga. As arquiteturas baseadas em redes de fibra óptica têm sido construídas com o objetivo de suprir as crescentes demandas por serviço de banda larga fixa.

Esse é o resultado do crescimento exponencial de jogos online, streaming de vídeo, aplicações com base em realidade virtual (VR) e aumentada (AR). A adoção mais ampla de redes 4.5G e a eventual transição para 5G deverão abrir caminho para um novo ciclo de desenvolvimento tecnológico. No momento em que as inovações das telecomunicações estão transformando o mundo em que vivemos, é quase difícil lembrar que as coisas eram muito diferentes há apenas alguns anos.

Pessoas com mais de 30 anos lembrarão que o primeiro serviço disponível, e que permitia transmissão de dados, era baseado nas linhas telefônicas fixas e conhecido como rede dial-up. Para entrega deste serviço, se utilizava os cabos de par trançado dos operadores de telefonia fixa (rede de cobre).

Com o aumento gradual da demanda por serviços que permitiam uma maior transmissão de dados, ocasionado pelo aparecimento de novas aplicações, foi necessário a adoção de novas tecnologias que incluíam o xDSL (Digital Subscriber Line), com opções de transmissão de forma simétrica ou assimétrica e que variavam de 128 Kbps até 52 Mbps, dependendo da distância do assinante.

Com a massificação da utilização da internet, mídias sociais e aplicações tecnológicas que demandavam cada vez mais capacidade de transmissão, as redes metálicas – em função das limitações de propagação do sinal – começaram a ser limitadas por sua capacidade de transportar dados com maiores taxas de transmissão, dentro de um alcance de rede satisfatório, tipicamente de alguns quilômetros. O grande desafio passou a ser como aumentar não apenas a banda, mas também garantir um alcance maior das redes, pois dentro da evolução xDSL, o que víamos era que quanto maior a capacidade do circuito DSL, menor era o alcance dessa rede.

Em 2008, tivemos no país as primeiras avaliações da tecnologia que se tornaria uma das principais alternativas à rede fixa metálica. Desde então, a rede baseada em infraestrutura óptica vem ocupando um espaço importante e já está chegando em uma fase de maturidade.

Os maiores operadores da América Latina, presentes na Argentina, Brasil, Colômbia, México, Peru e outros, já utilizavam fibra óptica na rede de transporte, parte “core” do sistema, onde havia a rede de longa distância, com altas taxas de transmissão requeridas.

Com o passar dos anos e com a evolução das tecnologias, os provedores começaram a utilizar a fibra óptica para construção da rede de acesso: a chamada “última milha”, entregando serviços de vídeo, voz e dados com a fibra chegando dentro dos domicílios.

Desta forma, partindo da central telefônica (ou Headend, no caso das operadoras de TV a cabo) todo o caminho realizado pelo sinal até chegar ao assinante, possibilitando a prestação do serviço de banda larga, passa por cabos e componentes passivos ópticos. Essa arquitetura de rede ficou globalmente conhecida como Fiber To The Home (FTTH). No passado, era a rede metálica que desempenhava esse papel.

A arquitetura FTTH é uma realidade mundial e está sendo amplamente adotada em nossa região. Uma das grandes vantagens da rede passiva óptica (PON) é que, por ser 100% passiva em sua distribuição entre a central e o assinante, não existem componentes na planta externa que precisam de energia, como é o caso dos amplificadores ópticos das redes de TV a cabo (redes HFC), na configuração Node + X, onde X é maior que zero.

A rede metálica, no entanto, ainda tem um papel importante em nossa região como resultado da alta penetração dos serviços de telefonia, mas vem diminuindo ano a ano. Operadoras com cobertura nacional utilizam suas redes metálicas para atender municípios onde a rede de fibra ainda não é uma realidade, razão pela qual ainda vemos investimentos significativos em pequenas expansões e manutenção destas redes.

Nos próximos anos, veremos uma migração cada vez mais rápida das redes metálicas para as redes ópticas. Alguns gargalos – como a questão da banda necessária para prover diversos serviços que são esperados pela era gigabit – estão sendo solucionados pela evolução natural da tecnologia PON que, além do GPON (Gigabyte Passive Optical Network), está evoluindo para os chamados XG-PON com capacidades de 10G assimétrico, XGS-PON com seus 10G simétricos e NG-PON2 que permitirá a combinação de até 8 comprimentos de onda com 10G cada, totalizando até 80G de largura de banda por porta.

*Marcelo de Faria, Market Development Coordinator – CALA para a Corning Optical Communications.

As melhores notícias de tecnologia B2B em primeira mão
Acompanhe todas as novidades diretamente na sua caixa de entrada
Imagem do ícone
Notícias
Imagem do ícone
Revistas
Imagem do ícone
Materiais
Imagem do ícone
Eventos
Imagem do ícone
Marketing
Imagem do ícone
Sustentabilidade
Autor
Notícias relacionadas