ITF Portal - Banner Topo
Slot: /23408374/itf-ad-banner-topo
720x300, 728x90, 728x210, 970x250, 970x90, 1190x250
DocuSign
negócios
transformação digital

Do papel à nuvem: como a DocuSign se tornou líder em assinatura eletrônica

Gustavo Brant, country manager da DocuSign no Brasil, lembra de um divisor de águas no que viria a ser o potencial e habilitador da transformação digital das organizações, hoje inerente à sobrevivência dos negócios. Eram os primeiros anos da operação local da DocuSign no Brasil e um dos grandes clientes da companhia especializada em assinatura […]

Publicado: 25/03/2026 às 22:15
Leitura
7 minutos
Construção civil — Foto: Reprodução

Gustavo Brant, country manager da DocuSign no Brasil, lembra de um divisor de águas no que viria a ser o potencial e habilitador da transformação digital das organizações, hoje inerente à sobrevivência dos negócios. Eram os primeiros anos da operação local da DocuSign no Brasil e um dos grandes clientes da companhia especializada em assinatura eletrônica questionava a viabilidade do negócio para toda a representatividade dos clientes da seguradora em questão. Sem um celular em mãos, como clientes iriam concordar com um documento digital? O questionamento que já foi central a todo negócio que busca a digitalização foi respondido de forma quase empírica quando Brant se deparou com a realidade brasileira dentro da própria casa: o dispositivo móvel caminhava para ser a principal interface digital da maioria dos brasileiros e, hoje, o número de smartphones em uso já supera o número total da população no País, colocando dois aparelhos para cada habitante. “É gratificante”, diz ele em entrevista ao IT Forum. “A gente não revolucionou apenas com a redução de custo”, diz ele sobre o corte nas despesas com papéis, logística e transporte de documentos. “Desburocratizamos e agilizamos em processos de todas as partes”, acrescenta.

Leia também: Como empresas empregam o CX para serem mais competitivas

A DocuSign está entre as empresas globais que tem visto seu crescimento saltar na esteira da digitalização das companhias nos últimos anos. Os números divulgados recentemente para o mercado sustentam a narrativa. No início de dezembro, a empresa anunciou os resultados financeiros relacionados ao terceiro trimestre de 2020: um aumento de 63% no faturamento da marca em comparação ao ano anterior. Entre agosto e outubro, foram faturados US$ 440,4 milhões contra os US$ 269,4 milhões apresentados no mesmo período do ano passado.

Fundada em 2003 e com sede em São Francisco, Califórnia, a companhia caminhou para se tornar líder em tecnologia de assinatura eletrônica. Se na superfície, a companhia parece ofertar serviços que simplificam o acordo de documentos pela via digital, nos bastidores reside uma complexidade muito maior para entregar sua plataforma de Agreement Cloud. Desde o armazenamento a criptografia dos documentos, a DocuSign se posiciona, diz Brant, no “360º em volta do acordo”. “A ideia é cuidar desde o antes e preparar o documento e ser o guardião de todo o workflow [do processo], que garante que a pessoa preencha todos os campos antes de assinar”, explica. O tratamento, gestão e análise dos documentos também fica a cargo da DocuSign. “Imagine em um momento como esse, com a pandemia, você é dono de um shopping e precisa entender todas as variações de acordo com os mais diversos lojistas para entender qual é o seu passivo”, exemplifica. “Se você não tem um arcabouço desse, essa inteligência do que pode aplicar em todos os contratos assinados, vira um trabalho insano. E isso que estou falando do mundo eletrônico, se for no papel é pior ainda. Imagina ter de abrir todas as caixas e olhar todas as variações de acordo para entender como negociar com cada um dos lojistas”.

Do papel à nuvem

Um dos grandes trunfos da DocuSign foi conseguir um substituto legal para dar a garantia sobre acordos feitos de forma tradicional. “A erradicação do papel, essa verdadeira transformação digital, tem sido uma máxima dentro das empresas”, sinaliza Brant ao falar do valor que a companhia entrega para tirar de cena a tinta sobre o papel. Diferentes formatos de arquivos podem também ser acordados, de documentos por extenso a planilhas e imagens, com autenticação por assinatura e dispositivo de onde os mesmos são assinados.

Para além dos custos diretos com a impressão e o papel, outro efeito colateral é a redução dos custos com o transporte e armazenamento de documentos. Soma-se a isso, explica Brant, a redução do retrabalho que a gestão de documentos físicos exige das equipes e, claro, os ganhos de negócio.

Um dos clientes da companhia no Brasil é a Caixa Seguradora. Antes de adotar a DocuSign, a emissão de novos contratos de seguros de vida da estatal se deparava com algumas burocracias no dia a dia. As equipes das agências da seguradora tinham que recolher as assinaturas dos clientes e enviar os documentos assinados por malote. A logística da entrega levava mais de uma semana. Soma-se a isso, possíveis extravios. Esse intervalo de tempo acabava contribuindo para clientes desistirem dos contratos. Segundo Brant, a Caixa Seguradora passou a evitar perdas de R$ 30 milhões por ano com a adoção das ferramentas da DocuSign. Outro grande cliente é a CVC. Com a adoção da assinatura eletrônica, com contratos assinados via e-mail, a operadora de turismo conseguiu economizar mais de 50 milhões de folhas de papel por ano.

Clientes da companhia, no caso as empresas ou pessoa jurídica, são cobrados por transação ou o conceito de “envelope”. “Não cobramos por assinatura”, esclarece o executivo. “Entendemos que quanto mais assinaturas tem um documento, mais validade este tem. Então, não queremos inibir o cliente de colocar quantas assinaturas ele quiser”, complementa. Já o conceito de envelope cobre a possibilidade de o cliente incluir diferentes tipos de documento em uma mesma transação para serem assinados.

LGPD e aquisições

Há nas regulamentações de proteção de dados mundo afora outro fator de crescimento para empresas como a DocuSign. No Brasil, a Lei Geral de Proteção de Dados entrou em vigor em setembro de 2020 e, entre suas funções está a responsabilização das empresas pelo cuidado e tratamento dos dados de seus clientes. “As pessoas hoje estão muito preocupadas com a LGD e se perguntam se sairá do controle ao ser digital, ao estar na cloud”, questiona ao comparar a conformidade das plataformas digitais com os métodos tradicionais de transporte de documentos, indicando a nuvem como opção mais segura. “Segurança da informação é um pilar estratégico e crucial”, pontua. Por ter operação global, a companhia já havia adiantado seus planos de conformidade para atender a GDPR europeia e a Lei de Privacidade do Consumidor da Califórnia (CCPA).

Em 2020, a DocuSign também ganhou a atenção do mercado ao ir às compras. Em julho deste ano, anunciou a aquisição da Liveoak Technologies por aproximadamente US$ 38 milhões. A startup desenvolveu uma plataforma que reúne recursos de videoconferência, compartilhamento de tela e captura de dados para endossar assinaturas eletrônicas. Antes disso, em fevereiro, revelou ter comprado a Seal Software por US$ 188 milhões depois de ter investido, em 2019, US$ 15 milhões na startup que oferece ferramentas para gerenciamento de contratos, analytics, discovery e serviços de extração de dados.

Na visão de Brant, as aquisições são um caminho natural. “Há algum tempo, a DocuSign era muito vista como uma empresa focada na assinatura propriamente dita. Ela quebrou isso e foi para o conceito da plataforma, de colher todos os momentos, fases e etapas do acordo”, sinaliza.

No Brasil, a operação da DocuSign teve início também com uma aquisição. A empresa adquiriu a brasileira Comprova, especializada, então, em certificados digitais. O Brasil, diz Brant, é central para a operação da empresa na América Latina. Até fevereiro de 2021, a expectativa, segundo o executivo, é que a DocuSign tenha cobertura de 100% no território nacional. A empresa conta com operação em centros estratégicos no Sul e Sudeste. “A gente não quer vender de São Paulo para Nordeste”, exemplifica. “Queremos vender do Nordeste para Nordeste. E a gente começa a desenhar agora também de forma física e presencial o crescimento para a América Latina, o mercado de língua espanhola. E essa expansão se dá a partir do Brasil”, conclui.

 

 

As melhores notícias de tecnologia B2B em primeira mão
Acompanhe todas as novidades diretamente na sua caixa de entrada
Imagem do ícone
Notícias
Imagem do ícone
Revistas
Imagem do ícone
Materiais
Imagem do ícone
Eventos
Imagem do ícone
Marketing
Imagem do ícone
Sustentabilidade
Autor
Notícias relacionadas