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Dragão: conheça o supercomputador da Petrobras, o maior da América Latina

São 20 toneladas de equipamentos distribuídos em oito fileiras que, somadas, alcançam 34 metros de comprimento linear. Dentro das máquinas, 200 terabytes de memória RAM e processadores suficientes para igualar a capacidade combinada de quatro milhões de smartphones ou cem mil laptops. Esse é o tamanho do Dragão, o mais recente (e poderoso) supercomputador da […]

Publicado: 07/03/2026 às 23:42
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dragão petrobras
Construção civil — Foto: Reprodução

São 20 toneladas de equipamentos distribuídos em oito fileiras que, somadas, alcançam 34 metros de comprimento linear. Dentro das máquinas, 200 terabytes de memória RAM e processadores suficientes para igualar a capacidade combinada de quatro milhões de smartphones ou cem mil laptops. Esse é o tamanho do Dragão, o mais recente (e poderoso) supercomputador da Petrobras.

O processo de montagem durou cerca de três meses, seguido por um período de instalação de softwares e operação assistida. Foram necessários dez caminhões para transportar as partes do supercomputador, que está em operação oficialmente desde o começo de junho.

Ele supera os dois maiores HPCs (sigla em inglês para computação de alto desempenho) da América Latina, o Atlas e o Fênix – ambos também pertencem à Petrobras. Segundo a Atos, parceiro responsável pela montagem do equipamento, o Dragão é 46º mais potente do mundo, enquanto o Atlas é o 94º.

(Se você ficou se perguntando quem lidera a lista, é o Fugaku, supercomputador da Fujitsu inaugurado em 2021 e montado no Instituto Riken, no Centro de Ciência Computacional de Kobe, Japão. Sozinho ele supera a capacidade computacional somada de todos os 10 supercomputadores a serviço da Petrobras, segundo o ranking Top500.)

Desde 2018 a Petrobras investiu cerca de R$ 300 milhões em HPC, sendo um terço (R$ 100 milhões) o custo apenas do Dragão. No total a expectativa é que todos os equipamentos da empresa entreguem até o fim de 2021 cerca de 40 petaflops de capacidade, sem contar o uso de nuvem.

Tanta capacidade serve principalmente para processar dados geofísicos, reduzindo riscos geológicos e operacionais relativos à extração de petróleo, além de dar suporte a projetos estratégicos da empresa. O Dragão utiliza algoritmos desenvolvidos por geofísicos e analistas de sistemas da Petrobras para processar um volume gigantesco de dados. A partir deles são geradas imagens das camadas de pré-sal abaixo da superfície do fundo do mar e cogitadas para exploração de petróleo e gás natural.

Leia a matéria completa no IT Forum.

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