Sou fascinado pelos fones do tipo Ear Bud ou in ear e levei muito tempo para escolher o modelo ideal pra mim, até que encontrei o Pro | Tone M100 produzido pela Razer (veja coluna Headphones Razer: os fantásticos Ear Buds ) que são exatamente os mesmos fones utilizados no famoso Sennheiser CX300, as diferenças […]
Sou fascinado pelos fones do tipo Ear Bud ou in ear e levei muito tempo para escolher o modelo ideal pra mim, até que encontrei o Pro | Tone M100 produzido pela Razer (veja coluna Headphones Razer: os fantásticos Ear Buds ) que são exatamente os mesmos fones utilizados no famoso Sennheiser CX300, as diferenças estão apenas no tipo de cabo e conectores.


Embora eu ainda tenha o Sennheiser CX300 e o Creative EP-630 (também o mesmo fone), é o M100 da Pro | Tone que me acompanha sempre. Não só pelo fato dele ser branco mas principalmente pelo conector pequeno (serve no iPhone) e cabo em “J” (um dos lados é mais curto que o outro, você passa o mais longo por trás do pescoço) que passei a apreciar com o tempo. Com quase 2 anos de uso e pelo menos duas voltas ao mundo completas entre os mais diversos vôos e aeroportos, o M100 continua prestando um ótimo serviço. Está sujo, feio, o cabo está ligeiramente amarelado por ter ficado em contato com o suor do corpo (as vezes pratico esportes com ele) e noto uma deterioração pequena na borracha perto do fone, mas levando-se em consideração o quanto eu usei e nas condições desses usos (acostumei a dormir no avião ouvindo músicas com ele, como ele é pequeno, você pode rolar a cabeça para qualquer lado e nem sentir) considero o produto excepcional e recomendo a qualquer um que goste e se adapte bem a esse tipo de fone. Lembro que certa vez em um vôo longo eu acabei prendendo sem querer o cinto de segurança no seu fio, e quando me levantei a noite o fone foi arrancado do meu ouvido com força. Pensei: “caramba, lá foi-se meu fone…” mas nada arrebentou, continuou funcionando perfeitamente, sem mal contatos sem nada. Ou dei muita sorte, ou ele é mesmo muito resistente.

Essa semana a Razer me mandou o Moray, considerado uma evolução do M100. Recebi a versão branca (existe a preta também) na tradicional caixa preta e verde da Razer (a linha Pro | Type usa caixas brancas) e comecei a reparar nos pequenos detalhes. O fone em si, que fica dentro da orelha, ficou ligeiramente maior. O cabo, antes em “J” agora é em “Y”, formato que eu preferia antes de me acostumar com o “J”. O conector não mudou, permanece pequeno e compatível com todos os meus aparelhos, mas o cabo ficou 30 cm mais longo. Nas especificações notei que a faixa de resposta agora é 20Hz a 11.000Hz (o M100 era de 6Hz a 23.000Hz) o que em tese dá a impressão que o novo modelo seria mais voltado aos sons “graves” e teria menos definição nos “agudos”. Hummm, comecei a torcer o nariz… Justamente as coisas que eu gostava mudaram… o cabo mais longo, do tipo “Y”, o fone maior, a faixa de resposta com menos agudos… será que o produto é realmente melhor?

Antes, vamos a uma rápida explicação sobre o espectro acústico, ou seja, a faixa de 20Hz a 20.000 Hz que é a limitação da audição humana. Os tons mais graves ficam na faixa de baixo (20Hz) e os agudos na faixa mais alta (20.000Hz). Tudo muito bonito no papel, mas na prática a realidade é bem diferente porque o ouvido humano tem ao longo da sua vida uma deterioração da capacidade auditiva, especialmente nos tons agudos mais altos. Outra questão é que o áudio digital mais comum, o popular formato MP3, é por definição um formado “com perdas” em relação ao áudio puro, e boa parte dessas perdas se encontram na faixa extrema dos agudos. Ou seja, embora o M100 seja capaz de reproduzir agudos até 23.000Hz na prática eles não existem nos arquivos MP3 e se existissem não seriam ouvidos pelo homem “médio”. Estudos dão conta que o limite superior prático é em torno de 15.000 Hz ou até um pouco menos, não por acaso é o limite típico dos codecs MP3. Ou seja, a teórica perda de agudos do Moray frente ao M100 é realmente mais teórica do que prática. Por outro lado, o Moray responde melhor aos graves e tem a cavidade do fone ligeiramente maior (quase imperceptível), o que teoricamente também melhora a resposta dos graves.

Nada melhor do que por os dois e testar. Para evitar vícios por ter usado o M100 por tanto tempo, coloquei em teste também o Sennheiser CX300 e o Creative EP-630, que raramente foram usados e por isso conservam sua qualidade original. Surpreendentemente, o Razer Moray soa um pouco melhor aos ouvidos. Os graves são mais presentes e com isso a ambientação fica melhor, a sensação auditiva é ainda mais completa, mais envolvente. Outra característica fácil de perceber é que o volume sonoro é também ligeiramente melhor. É bom deixar claro que estamos falando de diferenças marginais, só perceptíveis se comparados um ao lado do outro ao mesmo tempo com a mesma fonte de áudio. Tanto o M100 quanto o seus pares Sennheiser e Creative já eram pra mim os melhores Ear Buds que eu tive a oportunidade de testar (e eu testei vários, inclusive modelos excepcionalmente caros), e agora eu coloco o Razer Moray na mesma categoria, mas ligeiramente acima. Todos esses fones custam nos EUA cerca de 40 dólares (lembro que paguei 80 dólares no Sennheiser CX300 na época do seu lançamento) e coisa de 120 a 140 reais no Brasil. A loja 3D Virtua

Aproveitando a oportunidade de falar de fones, iPhones e iPods, queria mostrar pra vocês alguns produtos interessantes que conheci. Um deles é o Creative TravelSound i50 que comprei para o iPod Shuffle e me surpreendeu. Lógico que não dá para esperar de uma caixa acustica tão pequena e achatada uma grande definição de graves, mas o resultado é surpreendentemente bom e é ótimo para usar no quarto de hotel em viagens ou no banheiro enquanto toma banho (um hábito para muitos). Um recurso interessante é que o i50 tem bateria própria e pode carregar o iPod Shuffle ao mesmo tempo com o mesmo carregador (incluso no kit), basta mover uma tecla. Muito prático!


Outra peça interessante para o iPod Shuffle é um adaptador (infelizmente não guardei a caixa, por isso não lembro o nome) para encaixa-lo em aparelhos que usam a conexão tradicional do iPod ou iPhone. Na foto abaixo vemos ele sob uma caixa JBL (ótima por sinal) e serve para carregar a bateria do Shuffle se a chave estiver na posição “charge” e a caixa estiver conectada na fonte. Tenho usado bastante, porque embora eu também tenha um iPod Classic de 80GB (com HD interno), é o Shuffle que está sempre comigo, e sempre atualizado com as últimas músicas. Pena que a Apple descontinuou o Shuffle das fotos e adotou um modelo completamente diferente, sem botões (requer um fone com botões no fio) e sem a praticidade do anterior.


Por fim, um dispositivo chamado de Anywhere que nos foi enviado pela assessora de imprensa da marca no Brasil. Embora o aparelho cumpra o que promete, me pareceu pouco útil. Ele parece um cadeado e parece que tem um botão, mas não é nada disso. É apenas um cabo onde em uma ponta há o conector do iPhone e na outra um conector USB, e o botão apenas trava as duas peças juntas. Nada além do que o cabo original do iPhone não faça, em todo caso, o produto existe e pode ser útil, por exemplo, para substituir um cabo original perdido…

