ITF Portal - Banner Topo
Slot: /23408374/itf-ad-banner-topo
720x300, 728x90, 728x210, 970x250, 970x90, 1190x250
cardiotocografia
Einstein
hospital
Omniview-SisPorto

Einstein implementa software que automatiza exames de cardiotocografia

O Hospital Israelita Albert Einstein, de São Paulo, anunciou essa semana que implementou um software capaz de analisar exames de cardiotocografia de modo automatizado e, assim, avaliar a possiblidade de sofrimento fetal em tempo real. A solução, chamada de Omniview-SisPorto, foi desenvolvida por uma startup portuguesa (a Speculum) com a Faculdade de Medicina da Universidade […]

Publicado: 09/04/2026 às 09:05
Leitura
3 minutos
einstein, hospital israelita, fachada
Construção civil — Foto: Reprodução

O Hospital Israelita Albert Einstein, de São Paulo, anunciou essa semana que implementou um software capaz de analisar exames de cardiotocografia de modo automatizado e, assim, avaliar a possiblidade de sofrimento fetal em tempo real. A solução, chamada de Omniview-SisPorto, foi desenvolvida por uma startup portuguesa (a Speculum) com a Faculdade de Medicina da Universidade do Porto.

O exame de cardiotocografia é feito aplicando sondas na barriga da grávida para registar contrações e frequência cardíaca do feto. Segundo os envolvidos, o software analisa esses dados e presta apoio para diagnóstico em casos de sofrimento fetal, reduzindo desfechos potencialmente negativos na hora do parto.

O software foi ligado a múltiplos quartos e vem sendo testado pelo Einstein, que já avaliou mais de 5 mil cardiotocografias em seis meses. Foram identificados 11 casos de alterações de cardiotoco, que determinaram a conversão do parto normal para cesárea.

Leia também: Assistente de IA auxilia neurocirurgiões em hospitais da China

De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), a hipóxia perinatal é a terceira causa de morte neonatal, representando 23% dos óbitos de recém-nascidos no mundo. A falta de oxigenação cerebral também pode causar sequelas permanentes aos bebês, inclusive paralisia cerebral, deficiência cognitiva, cegueira e surdez.

Cenário pré-solução

Antes da implementação, segundo os protocolos clínicos do hospital, os exames eram feitos com intervalos de duas ou três horas durante o chamado “período expulsivo” e, quando indicado pela equipe médica, a cada 30 minutos no período do nascimento.

Os testes precisavam ser impressos e submetidos a uma avaliação médica, o que podia implicar em demora para o diagnóstico ou mesmo erro humano. Com o software, a leitura é feita ininterruptamente e alerta a equipe obstétrica para alterações relevantes em tempo real.

Com o software, é possível visualizar em tela única as cardiotografias em curso. Ele faz três tipos de alertas: quando alguma atenção é necessária mesmo com oxigenação fetal normal; quando parece haver risco, embora baixo, de hipóxia fetal; quando há provável hipóxia fetal e deve haver ação clínica.

“A asfixia fetal representa um dos principais motivos de morte de perinatal, mas essa é uma causa considerada evitável. A incorporação da tecnologia promove a redução do uso do fator humano na interpretação do exame, o qual se associa a maior possibilidade de falha, e isso nos permite salvar vidas e melhorar a qualidade de vida dos bebês”, explica Rômulo Negrini, coordenador médico da obstetrícia do Einstein.

Siga o IT Forum no LinkedIn e fique por dentro de todas as notícias!

As melhores notícias de tecnologia B2B em primeira mão
Acompanhe todas as novidades diretamente na sua caixa de entrada
Imagem do ícone
Notícias
Imagem do ícone
Revistas
Imagem do ícone
Materiais
Imagem do ícone
Eventos
Imagem do ícone
Marketing
Imagem do ícone
Sustentabilidade
Notícias relacionadas