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Empatia: Ingrediente chave para o sucesso da inovação!

É óbvio que as pessoas desejam ficar na zona de conforto! Bem mais simples. O nome “conforto” não foi ao acaso. Quem escreve aqui para você também tem medo de mudanças. Quanto mais envelhecemos, menor será a nossa tendência a alterar o jeito de realizarmos algo, com raras exceções. Resistimos ao que é novo. Geralmente, […]

Publicado: 18/05/2026 às 19:47
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4 minutos
Construção civil — Foto: Reprodução

É óbvio que as pessoas desejam ficar na zona de conforto! Bem mais simples. O nome “conforto” não foi ao acaso. Quem escreve aqui para você também tem medo de mudanças. Quanto mais envelhecemos, menor será a nossa tendência a alterar o jeito de realizarmos algo, com raras exceções. Resistimos ao que é novo. Geralmente, lutamos enquanto podemos. Até percebermos: “Olha, talvez, mas apenas talvez, essa mudança traga algum benefício para mim”. Então, comecemos a olhar com maior carinho.

Como ponto de partida temos que o ser humano, por natureza, prefere a inércia de continuar a fazer as coisas como sempre fez. Esse medo ou resistência à mudança se agrava ainda mais quando nos sentimos ameaçados ou não entendemos o porquê dessa mudança estar acontecendo.

Agora vamos pensar como as coisas acontecem nas empresas. Não podemos ignorar que a maior parte das mudanças nas organizações, atualmente, são feitas top-down. O que gera um medo incrível na maior parte das equipes. Frequentemente, os colaboradores podem ligar a automatização e a transformação digital à redução do quadro. Ainda mais num país como o nosso que patina no crescimento econômico e com uma cultura com grande foco em “corte de custos”. Então, quem propõe a mudança acaba por esquecer de trabalhar em um ponto incrivelmente importante para destravar a aceitação: a empatia. Como isso vai ajudar o Colaborar A? E o Colaborador B? Qual é o projeto que pode ser destravado com essas mudanças e convidar o Colaborador C a engajar-se nele? Quais são os eventos que posso permitir a participação de toda a equipe?

A empatia é essencial para entender como e quando comunicar cada mudança para as equipes. Essa mesma empatia será desafiada, principalmente, em um tipo de inovação: a de processos, a qual levará à eliminação de etapas e à automatização de atividades, por exemplo, com a implementação de um novo sistema. O que os colaboradores farão com mais tempo? Ou quando a sua função for automatizada e eliminada por completo?

Aqui existe um risco, mas também uma oportunidade, a de terem ideias de como melhor aproveitar esse tempo extra: inovação em marketing? Em como melhor atender o cliente? Nos indicadores? Na forma de gerir os riscos? Isso, provavelmente, fará com que as equipes aceitem melhor a mudança, enquanto as organizações projetam um futuro ainda mais promissor.

Isso me leva a apontar que os propositores das mudanças, frequentemente, falham em demonstrar uma essência da Revolução 4.0 e da Transformação Digital: valorizar o trabalho humano. Devemos, como organizações, parar de pensar apenas no Retorno Sobre o Investimento (ROI, em inglês), mas em “como isso tornará as atividades executadas pelos meus colaboradores mais eficientes”. Isso leva, essencialmente, à pergunta: quanto vale uma boa ideia que, se bem trabalhada e implementada, poderá fazer com que a organização tenha uma inovação às mãos?

As oportunidades estão diante de nós. Cada vez mais, especialistas têm indicado e apontado para o ser humano como o centro de todas as inovações, mas para a inovação ter seu espaço, muitas mudanças também irão acontecer. Entretanto, uma parte considerável de nós, ignoramos essas oportunidades porque sempre existe a aposta de “isso realmente não acontecerá, não aqui, não agora”. Os taxistas também pensaram isso sobre a Uber. A IBM também apostou contra a Apple. A Nokia e a Blackberry acreditaram que o smartphone não seria o futuro dos celulares. Afinal, Charles Darwin está completamente correto: não é o mais forte que sobrevive; mas o mais adaptado ao novo ambiente.

*Por Yuri da Cunha, especialista de comércio exterior na eCOMEX – NSI, tendo atuado por mais de 5 anos no Instituto Aliança Procomex. Possui graduação em Gestão de Comércio Internacional pela Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) e Mestrado em Engenharia de Produção, com foco em logística e pesquisa operacional, também pela Unicamp.

**Sobre a eCOMEX: fundada em 1986, a NSI, agora eCOMEX, desenvolve aplicativos para otimização da gestão de processos de comércio exterior. Primeira empresa no Brasil a integrar seus aplicativos aos principais sistemas ERPs do mercado e a disponibilizar uma aplicação 100% WEB para gestão do comércio exterior. A companhia é integrante do Grupo Cassis, que conta com mais de 250 colaboradores e 3 mil clientes em todo o Brasil.

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