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Empreender depois dos 40 pode ser uma vantagem. CEO da DPOnet explica

Em fevereiro de 2020, Ricardo Maravalhas tomou uma decisão que mudaria para sempre sua trajetória profissional: deixar a carreira jurídica consolidada para mergulhar no mundo das startups. A decisão veio depois dos 40 anos, quando muitos profissionais já se acomodaram em suas zonas de conforto. “A maturidade me deu a coragem de assumir riscos de […]

Publicado: 05/03/2026 às 13:34
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Empreender depois dos 40 pode ser uma vantagem. CEO da DPOnet explica
Construção civil — Foto: Reprodução

Em fevereiro de 2020, Ricardo Maravalhas tomou uma decisão que mudaria para sempre sua trajetória profissional: deixar a carreira jurídica consolidada para mergulhar no mundo das startups. A decisão veio depois dos 40 anos, quando muitos profissionais já se acomodaram em suas zonas de conforto.

“A maturidade me deu a coragem de assumir riscos de forma mais consciente”, conta Maravalhas, CEO da DPOnet, uma das principais empresas de proteção de dados do Brasil. “Quando você tem experiência de vida, consegue tomar decisões mais equilibradas e não se deixa levar apenas pelo entusiasmo.”

Cinco anos depois, sua aposta se transformou em uma empresa com mais de 30 mil clientes, que já mapeou mais de 200 mil processos e mantém um índice de satisfação de 97%. A DPOnet é hoje referência nacional em adequação à Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD), automatizando até 90% do processo de conformidade através de tecnologia própria.

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Da advocacia tradicional ao empreendedorismo digital

O caminho até a DPOnet começou muito antes de 2020. Formado em Direito pela Universidade de Marília (UNIMAR), com mestrado em Direito Constitucional Econômico e especialização em Economia Empresarial pela UEL, Maravalhas construiu uma sólida reputação como advogado. Mas foi quando decidiu se especializar em direito digital e proteção de dados que encontrou sua verdadeira vocação.

“Empreender depois dos 40 traz desafios únicos”, reflete o executivo. “Você já tem responsabilidades consolidadas, uma reputação construída e, muitas vezes, menos tolerância ao erro. Mas também traz vantagens enormes: experiência, network, capacidade de análise e, principalmente, clareza sobre o que realmente importa.”

A transição não foi simples. Deixar a segurança da advocacia para apostar em uma startup exigiu não apenas coragem, mas também uma análise madura dos riscos envolvidos. “A experiência me ensinou que inovação não é só sobre tecnologia, mas sobre entender profundamente as dores do mercado”, explica Maravalhas.

Os níveis de maturidade da LGPD no mercado brasileiro

Durante nossa conversa, Maravalhas faz uma análise detalhada do que chama de “níveis de maturidade” das empresas brasileiras em relação à LGPD. Segundo ele, o mercado pode ser dividido em três grandes grupos: as empresas que ainda estão começando a jornada de adequação, aquelas que já implementaram os básicos e agora buscam refinamento, e as mais avançadas, que usam a proteção de dados como diferencial competitivo.

“O que observamos é que muitas empresas ainda estão no primeiro nível, especialmente as PMEs”, explica o CEO. “Elas sabem que precisam se adequar, mas não sabem por onde começar. É exatamente esse público que nossa plataforma visa atender, democratizando o acesso à conformidade.”

A DPOnet surgiu inicialmente como consultoria chamada Immunize System, mas rapidamente evoluiu para uma plataforma SaaS completa que atende desde pequenos negócios até grandes corporações. “Nossa entrega vai além do software, queremos transformar a cultura organizacional sobre o tema”, destaca Maravalhas.

Um mercado promissor pela frente

Os olhos de Maravalhas brilham quando ele fala sobre o futuro do setor de proteção de dados no Brasil. Para ele, estamos apenas no início de uma transformação que vai muito além da LGPD atual.

“Vejo um mercado extremamente promissor à frente”, afirma com convicção. “A regulamentação de inteligência artificial está avançando, a conscientização sobre privacidade cresce a cada dia, e existe uma escassez enorme de profissionais especializados. Isso cria oportunidades únicas para quem souber se posicionar.”

Essa visão otimista se baseia em números concretos. Em 2024, a DPOnet recebeu investimento estratégico da Unimed Brasil, consolidando sua expansão no setor de saúde suplementar – segmento que representa cerca de 50% de sua base de clientes. A parceria visa atender mais de 340 cooperativas médicas, um mercado que Maravalhas considera estratégico.

“O setor de saúde é extremamente sensível quando falamos de dados pessoais”, observa. “É um mercado que exige não apenas conformidade técnica, mas também uma compreensão profunda dos desafios regulatórios específicos.”

A inovação como diferencial da maturidade

Sob a liderança de Maravalhas, a DPOnet desenvolveu a DAI (DPO Artificial Intelligence), um recurso que integra IA generativa para automatizar análise e adequação à LGPD. A inovação serve como modelo para o setor e demonstra como a maturidade profissional pode acelerar processos de desenvolvimento tecnológico.

“A juventude traz energia e ousadia, mas a maturidade traz prudência e visão estratégica”, analisa o executivo. “O ideal é conseguir equilibrar esses elementos. Minha formação jurídica, somada à experiência em gestão e aos anos de mercado, me permitiu entender aspectos regulatórios e de negócio que são fundamentais no nosso setor.”

Hoje, além de liderar a DPOnet, Maravalhas mantém uma agenda ativa como professor universitário, palestrante e consultor. É frequentemente convidado para eventos do setor, como o DPOday, focado no universo da privacidade, e o Hospitalar 2025, onde falará sobre “Governança da Privacidade de Dados na Saúde”.

Lições de quem apostou na maturidade

Ao final de nossa conversa, Maravalhas faz uma reflexão sobre o que aprendeu ao empreender depois dos 40. “A idade pode ser um ativo no empreendedorismo, especialmente em setores que exigem conhecimento técnico profundo e capacidade de navegação regulatória”, observa.

Para ele, a experiência acumulada foi fundamental para entender não apenas os aspectos técnicos da proteção de dados, mas também as necessidades reais do mercado. “Quando você tem bagagem, consegue identificar oportunidades que jovens empreendedores talvez não vejam. Você sabe onde estão as verdadeiras dores.”

A DPOnet, que começou focada em pequenas e médias empresas, hoje atende também grandes corporações, mantendo seu propósito original de democratizar a proteção de dados. “Nosso objetivo é que toda empresa, independente do porte, tenha acesso a soluções de qualidade para adequação à LGPD”, conclui Maravalhas.

Sua trajetória demonstra que, em um mercado jovem como o de startups, a experiência de quem decidiu empreender na maturidade pode ser o diferencial que transforma boas ideias em negócios sustentáveis e relevantes. Especialmente quando essa experiência se encontra com um mercado em expansão como o da proteção de dados no Brasil.

“Estamos apenas no início de uma transformação digital que vai exigir cada vez mais conformidade e governança”, projeta o CEO. “E isso, para mim, representa não apenas um mercado promissor, mas uma oportunidade de realmente fazer a diferença na forma como as empresas brasileiras lidam com a privacidade de dados.”

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