Mobile Science produz relatórios que medem market share das telcos e qualidade dos serviços prestados
Fundada em janeiro de 2007, a brasileira Mobile
Science não começou a operar até praticamente o fim daquele ano. Passou muito
tempo investindo no desenvolvimento da tecnologia usada para, entre outras
funções, avaliar a qualidade do sinal e dos serviços prestados pelas operadoras
de telefonia móvel, além de fazer um balanço das adições e da desativação
(churn) de assinantes.
Quem compra seus relatórios – basicamente todas as
operadoras – recebe dados de mercado, com informações valiosas para quem
disputa a corrida pela liderança cliente a cliente. No entanto, não foi sempre
assim. Os executivos da empresa confessam que o interesse pelos produtos não foi
imediato. “Isto depende do nível de competitividade do mercado”, contextualiza
o diretor-geral, Jorge Schreurs.
Desde a criação – uma ideia do norte-americano Alex
Sephernick, que teve o aporte do fundo de investimentos de pequeno porte P3 -,
a Mobile já recebeu investimentos no valor de US$ 3 milhões. Mas reverter este
montante em lucro ainda não é prioridade. “Estamos em um momento de geração de
valor, ou seja, o que recebemos revertemos em desenvolvimento de novos
produtos”, explica Schreurs, que está há um ano na empresa. Hoje, são 12 funcionários
próprios no Brasil e o fundador Alex Sephernick não faz mais parte do corpo
diretivo, mas continua como acionista.
Entre as metas da empresa está a expansão para outros países
da América Latina, ademais do Chile, onde a Mobile já emite relatórios. No Brasil,
o objetivo é, até meados deste ano, oferecer o serviço para todos os 67 códigos
de área – atualmente, são 36 DDDs.