Programa desenvolvido por startup do interior de São Paulo ainda está na versão beta mas já agrada executivos
A mobilidade é um tema que ganha cada vez mais força dentro das empresas, sempre sustentado no aumento da produtividade e na agilidade na tomada de decisões. Isso tem feito com que muitas companhias invistam em aparelhos e soluções para que seus funcionários, principalmente os da diretoria, possam acessar informações importantes e participarem dos processos mesmo fora da mesa. Embora ainda esteja na versão beta, o BI desenvolvido pela Valemobi para o Grupo Amil tem justamente esse propósito.
De acordo com Leonardo Simões, gerente de BI da TI Serviços Médicos, setor do Grupo Esho voltada para o desenvolvimento, contratação e implantação de soluções, a idéia de ter um aplicativo como o iTower (nome dado ao BI da Valemobi) veio de sua navegação no iPhone por aplicações de tempo e temperatura e de consulta às cotações do mercado financeiro.
“Estava desenvolvendo um projeto de BI e queria disponibilizar para o iPhone mas da maneira nativa, pela facilidade de navegação que o dispositivo confere”, contou. Embora pareça engraçado, Simões chegou à Valemobi após uma busca no Google. “Marquei uma reunião e pedi um piloto. Foi um projeto de risco e, para minha surpresa, em dois meses a versão beta estava pronta”, resumiu.
O BI desenvolvimento é totalmente voltado aos serviços médicos. Nessa primeira versão os diretores conseguem visualizar, por exemplo, taxa de ocupação hospitalar e indicadores de faturamento. “Ainda não tem tudo, mas as demandas são grandes. No interno, tenho financeiro e o pessoal quer no móvel também”, informou.
A solução, inicialmente, é utilizada por outra divisão do grupo, chamada Esho, que abriga hospitais particulares que não integram a rede de hospitais Amil Par. Ela beneficia executivos dos hospitais HCN, de Niterói, e o Nove de Julho, de São Paulo. Mas a ideia é evoluir o aplicativo de forma a oferecê-lo para executivos de outras empresas do grupo e também para acionistas.
Hoje, são oito pessoas utilizando o programa, mas a tendência é de crescimento e se mais executivos não têm a aplicação é porque a TI segurou o avanço. “Fizemos uma política de segurança razoável. Quando coloco o aplicativo, mando uma chave. Não pude mandar para todos”, argumenta Simões, dizendo que é preciso cautela. Mas a versão definitiva deve ter abrangência maior e não só no número de usuários. “Já estamos pensando no 3G e GPS. Teremos mais facilidades, como a localização de unidades”, explica.
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