Há casos de companhias que adotam até dois gadgets para facilitar a vida dos profissionais móveis
Se você não descobriu até agora, a gente vai explicar passo a passo, preto no branco: está na hora de as empresas desenvolverem uma estratégia de abrangência total para a TI móvel – e se prepare para se adaptar. Algumas empresas se mantém conservadoras, dando suporte somente um único dispositivo e limitando as aplicações que eles utilizam.
Outras, empresas como a Kraft e a Coca Cola, são mais acomodadas na esperança de construir uma força de trabalho móvel que seja mais flexível e produtiva. Com qualquer estratégia móvel, é preciso entender quais fabricantes de dispositivos e de software empresarial estão alinhados, quais negociações surgem com diferentes estratégias e, para aqueles que consideram uma estratégia multi-dispositivo, saberem com quais fabricantes de middleware conversar.
Por que este é meu problema?
A Jazz Pharmaceuticals mostra que os compromissos devem ser feitos assim que sejam oferecidas mais capacidades móveis aos funcionários. O pessoal de vendas da jazz agora carrega dois smartphones: um BlackBerry e um Tilt da AT&T com base em Windows Mobile.
A Jazz não quer utilizar o Tilt para email, porque o serviço da BlackBerry é infinitamente superior, diz o diretor de TI, George Gindoyan. Mas os vendedores precisam do Tilt para capturar as assinaturas dos médicos, uma capacidade não oferecida no BlackBerry.
Então, na Jazz, uma empresa farmacêutica focada em doenças psiquiátricas e neurológicas, o Siebel CRM da Oracle roda no Tilt. A Jazz desativou o Microsoft Office no Tilt, utilizando o software de gerenciamento Afaria da Sybase, porque algumas das características do Office conflitam com a Siebel. De forma ideal, Gindoyan gostaria de adotar um método thin-client com base em internet, permitindo aos vendedores utilizar quaisquer dispositivo, mas eles não estariam sempre conectados. A cobertura celular pode ser difícil de conseguir e seu uso é geralmente proibido nos escritórios dos médicos.
A Hologic, que faz máquinas de mamografia e outros equipamentos médicos, está indo em direção contrária, tentando manter o menor número de dispositivos e aplicativos. Mas o CIO David Rudzinsky também precisou se comprometer.
A equipe de TI da empresa desenvolveu uma aplicação para que os vendedores que utilizam BlackBerry e se conectam ao servidor de back-end da Siebel CRM. Uma vez que foi impossível colocar todo o conteúdo de um histórico de cliente em uma tela pequena, utilizou-se um kit de desenvolvimento do fabricante Antenna Software para disponibilizar aos vendedores somente os dados críticos que provavelmente sejam necessários em visitas de vendas, como os detalhes sobre a pessoa que eles estão visitando.
A estratégia móvel de Rudzinsky é uma extensão de sua filosofia de TI: para consolidar o tanto quanto possível em uma plataforma integrada, com menos fabricantes. O ideal seria Rudzinsky ter deixado Antenna fora. “Ter peças extras com terceiros me deixa nervoso”, diz. Ele ainda utiliza Antenna porque eles não foram muito felizes com o desempenho da versão Siebel CRM que roda diretamente no BlackBerry, ofertado pela Oracle desde 2007. “Está melhorando agora”, diz. Rudzinsky quer que a Oracle seja um player ainda maior na área móvel – ele diz que ficaria feliz em vê-la adquirindo Antenna e seu middleware.
A Hologic e a Jazz mostram as voltas que a IT dá para ir ao encontro aos objetivos móveis. Procure líderes de TI para colocar mais pressão nos fabricantes de software empresarial para tornar os aplicativos móveis mais fáceis. A SAP e a Oracle têm sido vagarosas na entrega, mas há sinais de progresso.
A SAP, que dá suporte somente ao Windows Mobile para suas aplicações de CRM, está prestes a apresentar uma versão móvel de seu produto CRM para o BlackBerry.
Mas este método de dispositivo a dispositivo deve tomar tempo, então a SAP se juntou à Sybase para desenvolver um software que permite que os clientes tenham mais facilidade os aplicativos para dispositivos múltiplos.
(tradução Warley Santana)
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