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indiciamento

EUA indiciam engenheiro chinês por suposto roubo de tecnologia de IA do Google

O Departamento de Justiça dos Estados Unidos anunciou o indiciamento de Linwei Ding, também conhecido como Leon Ding, por sete crimes de espionagem econômica e sete de roubo de segredos comerciais. O engenheiro de software de 38 anos, ex-funcionário do Google, é acusado de transferir ilegalmente mais de mil arquivos confidenciais da empresa para sua […]

Publicado: 25/04/2026 às 21:45
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4 minutos
google, AdX
Construção civil — Foto: Reprodução

O Departamento de Justiça dos Estados Unidos anunciou o indiciamento de Linwei Ding, também conhecido como Leon Ding, por sete crimes de espionagem econômica e sete de roubo de segredos comerciais.

O engenheiro de software de 38 anos, ex-funcionário do Google, é acusado de transferir ilegalmente mais de mil arquivos confidenciais da empresa para sua conta pessoal na nuvem, com o objetivo de compartilhar informações sigilosas sobre inteligência artificial (IA) com empresas chinesas.

Ding já havia sido indiciado em março de 2024 por quatro acusações de roubo de segredos comerciais. No entanto, novas investigações revelaram sete categorias distintas de segredos industriais supostamente roubados, ampliando a acusação. Caso seja condenado, ele pode enfrentar até 15 anos de prisão por espionagem econômica e 10 anos por cada acusação de roubo de segredos comerciais.

Leia também: Google lança modelos de IA e traz ‘raciocínio’ para o Gemini

Tecnologia roubada e conexões com empresas chinesas

De acordo com o indiciamento, Ding ingressou no Google em 2019 como engenheiro de software e, entre maio de 2022 e maio de 2023, começou a transferir arquivos confidenciais da empresa para sua conta pessoal no Google Cloud.

Os documentos continham informações detalhadas sobre a infraestrutura de hardware e a plataforma de software utilizadas para treinar e operar modelos avançados de IA.

Entre os segredos comerciais supostamente roubados estão a arquitetura dos chips Tensor Processing Unit (TPU) do Google, essenciais para o processamento de IA; informações sobre os sistemas Graphics Processing Unit (GPU), utilizados para treinamentos de redes neurais; sofrwares que permitem a comunicação entre chips e a orquestração de milhares de processadores para formar supercomputadores; e dados d do SmartNIC, componente projetado para melhorar a performance dos servidores de alta capacidade do Google.

Além disso, as investigações apontam que, enquanto ainda trabalhava no Google, Ding estabeleceu relações secretas com duas empresas de tecnologia na China.

Em junho de 2022, ele negociava para se tornar diretor de tecnologia (CTO) de uma startup chinesa. Até maio de 2023, ele já havia fundado sua própria empresa voltada para inteligência artificial e aprendizado de máquina, assumindo o cargo de CEO.

O documento de acusação revela ainda que Ding elaborou uma apresentação em PowerPoint citando políticas do governo chinês para impulsionar a indústria local de IA.

Ele também teria submetido um pedido para um programa de talentos patrocinado pelo governo da China, argumentando que sua empresa poderia contribuir para que o país desenvolvesse uma infraestrutura computacional comparável à dos líderes globais.

EUA intensificam vigilância contra roubo de tecnologia

O caso de Ding está sendo conduzido pelo FBI, em conjunto com a Força-Tarefa de Tecnologia Disruptiva, um grupo de trabalho dos Departamentos de Justiça e Comércio dos EUA criado para combater a transferência ilegal de tecnologias críticas para países considerados adversários estratégicos.

O procurador dos EUA, Ismail J. Ramsey, e o agente especial interino do FBI, Dan Costin, destacaram que o indiciamento reforça a preocupação do governo americano com a segurança da inovação tecnológica. “A espionagem econômica representa uma ameaça significativa à competitividade e à segurança nacional dos Estados Unidos”, afirmou Ramsey.

Ding permanece sob investigação e, como qualquer acusado, é considerado inocente até que se prove o contrário. Caso seja condenado, sua pena será determinada pelo tribunal, levando em conta as diretrizes federais de sentenciamento.

O processo está sendo conduzido pelos procuradores Casey Boome e Molly K. Priedeman, além dos advogados do Departamento de Justiça Stephen Marzen e Yifei Zheng, especialistas em contrainteligência e controle de exportação.

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