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Entrevista: a aposta da SEC em comunicação unificada

CEO Siemens Enterprise Communications, Armando Alvarenga, relata os planos da companhia após o spin-off

Publicado: 28/04/2026 às 13:49
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Entrevista: a aposta da SEC em comunicação unificada
Construção civil — Foto: Reprodução

Em 2006, a Siemens anunciou o spin-off da sua unidade voltada a comunicações corporativas. Em outubro do mesmo ano, a separação da gigante alemã e da Siemens Enterprise Communications (SEC) estava completa, com processos, tecnologias e estruturas independentes. Na partilha, a fábrica de plataformas de comunicação, instalada em 1975, em Curitiba (PR), também ficou com a SEC.  Armando Alvarenga, diretor da unidade no Brasil na época da separação, virou CEO. “O negócio principal continuaria igual, então, acredito que foi um sinal de continuidade.” Em conversa com InformationWeek Brasil, o executivo fala sobre o processo de spin-off, os planos para este ano e as estratégias para se firmar como um dos principais fornecedores de comunicações unificadas.

InformationWeek Brasil – Até abril de 2006, você era diretor de vendas da regional São Paulo da empresa quando ela ainda era uma unidade da Siemens. Como foi a mudança de um posto de vendas para um cargo mais administrativo?

Armando Alvarenga – A Siemens Enterprise Communications possui a área de negócios distribuída em regionais, com estrutura de vendas, engenharia e serviços. Até abril, eu era responsável pela maior regional e, em maio, assumi toda a unidade de negócios. Foi um movimento natural e um sinal de continuidade. A mudança aconteceu no direcionamento estratégico da Siemens Enterprise global, que tomou fortemente o rumo de software e serviços.

IWB – De que maneira o seu background de vendas contribui para você ocupar o cargo de CEO?

Alvarenga – Meu background não é só de vendas, eu já tinha feito parte da área de produtos e tive uma experiência internacional de dois anos na Alemanha. Minha visão já não se restringia a vendas.

IWB – Por que você foi para a Alemanha?

Alvarenga – Eu era responsável pela introdução de soluções e aplicações no mercado internacional. Fazia parte de um grupo que olhava para outros mercados fora da Alemanha, especialmente Ásia e América Latina, e fui para lá trabalhar nisto.

IWB – Como foi trabalhar com os alemães? É muito diferente de atuar com os brasileiros?

Alvarenga – É uma cultura diferente, mais pragmática, focada e extremamente planejada. Eles gastam um bom tempo no planejamento para que a execução seja feita de maneira correta e já prevendo planos alternativos. No nosso caso, estávamos inseridos na cultura da Siemens, que é igual no mundo todo, assim, não houve grandes mudanças. O que houve foi uma mudança na minha visão. Eu trabalhava focado no mercado nacional e de repente comecei a trabalhar ampliando esta perspectiva. Mas, como empresa, a migração foi suave.

IWB – A Siemens Enterprise Communications tem direcionado os produtos e soluções para comunicações unificadas. Mas este ainda é um conceito pouco maduro de adoção, especialmente no Brasil. Quais são os entraves?

Alvarenga – Existem algumas barreiras. Uma delas é o custo dos links – que estão caindo, mas ainda são muito altos. Há também uma questão cultural. As empresas precisam enxergar que a boa utilização da comunicação unificada é um impulso para a redução de custos e para mais possibilidades de mobilidade. Hoje, você sai, mas tem dificuldades de acessar as pessoas e elas têm dificuldade de acessar você. Ora você usa um celular, ora o email, mas tudo ainda é fragmentado.

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