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Entrevista: a CIO que cuidou da primeira cirurgia robótica do País | Pág. 3

Com mais de 20 anos na área de tecnologia do setor hospitalar, Margareth de Ortiz Carmargo comanda a TI do Hospital Sírio-Libanês

Publicado: 27/04/2026 às 11:11
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5 minutos
Entrevista: a CIO que cuidou da primeira cirurgia robótica do País | Pág. 3
Construção civil — Foto: Reprodução

IWB ? O que é o Siga?

Maggie ? Ele veio do Ministério. Baseado em software livre,

informatizou 500 Unidades Básicas de Saúde. Está em código aberto,

totalmente livre.

IWB ? Quando você entrou, o projeto de melhoria da TI já estava em andamento, como foi?

Maggie ? Não foi fácil. Se bem que eu teria feito a mesma escolha

do software. A equipe ajudou muito, é muito boa, gente que gosta do que

faz, que está aqui há dez anos. Vim a convite do dr. [Antônio Carlos

Onofre de] Lira, que é o nosso diretor-técnico. Ele é médico, mas tem

uma carreira em informática. Entrou para assumir a diretoria de

tecnologia, só que deu tão certo que ele hoje é o número um do

hospital, abaixo do nosso presidente. Então, ele abraçou logo a outra

careira e me trouxe; tínhamos trabalhado juntos já.

IWB ? Em hospitais, a TI precisa olhar não somente para a parte de

back office, como também para a inovação tecnológica para a saúde. De

que forma a sua experiência ajuda?

Maggie ? É importante entender que na área pública há bastante

tecnologia, mas sem muita liberação de verba. Então, é um exercício que

você leva para a vida toda: conseguir fazer muito com pouco. Em uma

instituição como o Sírio, que tem uma vontade enorme de investir em

tecnologia, não acho tão difícil chegar aonde eles querem. É preciso

saber aonde se quer chegar; e temos isto claro. A TI participa do

comitê executivo e, hoje, é um ponto estratégico. A maioria do nosso

comitê é médico e discutimos todo e qualquer movimento na instituição.

Então,  além de acompanhá-lo, temos de antecipá-lo.

IWB ? Aonde o Sírio quer chegar?

Maggie ? Nós queremos chegar a uma prescrição eletrônica com

assinatura digital. Mas não é uma realidade de 2008, eu acho que é para

2012, só que tenho de pensar nisto agora.

IWB ? Todos os hospitais vão caminhar para isso?

Maggie ? Sim, vamos começar com os médicos tendo assinatura digital, mas daqui a pouco o paciente terá.

IWB ? Os médicos mostram-se resistentes à tecnologia?

Maggie ? Há o perfil do médico que adora tecnologia, nós temos

muitos deles aqui, que não querem fazer nada sem a tecnologia, e eles

são os nossos grandes incentivadores. Mas eu diria que 70% deles ainda

não estão totalmente confortáveis com a tecnologia.

IWB ? Agora tem uma geração que vai entrar do corpo médico chamada

de geração Y (leia mais na página 18). Ela representará uma quebra

desta barreira de tecnologia?

Maggie ? Há 20 anos, tínhamos muitos problemas para informatizar.

Daí eu pensava que, quando as pessoas com a idade dos meus filhos, que

eram pequenininhos na época, estivessem formados, nós teríamos um outro

movimento. Vinte anos se passaram, eles já estão formados, e não mudou

tanto. Enquanto eles não se sentirem totalmente confortáveis e seguros,

achando que aquilo vai otimizar o tempo deles, não vão ?embarcar?.

Hoje, estamos em uma época de semear. O que eu quero dizer com isso? O

médico faz uma prescrição eletrônica, que é uma evolução. A partir do

momento em que eu implanto uma solução para isto, como a que estamos

implantando agora em 2008.

IWB ? Qual é o marco para este ano do projeto de modernização da TI?

Maggie ? Será o ano assistencial, todos os nossos projetos estão

indo neste sentido, com o robô, a prescrição. E as informações médicas

estão todas integradas.

IWB ? É um pouco do prontuário único?

Maggie ? Exatamente. Vamos chegar ao prontuário único do paciente

dentro do Sírio. E espero evoluírmos para termos o prontuário único do

País.

IWB ? Como garantir que o meu prontuário só será visto por quem eu autorizei?

Maggie ? É aí que entra a tecnologia, a segurança da informação,

o acesso restrito. Uma hora ou outra, teremos de ter um registro único

de pessoas neste País, com as bases de dados conversando e um número do

paciente.

IWB ? como tem nos Estados Unidos?

Maggie ? É, mas isto o Serra [José Serra, atual governador de São

Paulo] tinha feito com o Cartão Nacional de Saúde. Virou na cidade de

São Paulo, que tem 13 milhões de pessoas na base de dados.

IWB ? Você falou que este é o ano assistencial, o que isso significa?

Maggie ? Nós estamos registrando no sistema a prescrição, a

administração eletrônica de medicamentos e tudo o que é feito para o

paciente.

IWB ? O projeto de melhoria da TI acaba neste ano. E depois?

Maggie ? No ano que vem, partiremos para a qualidade da

informação e melhoria do desempenho, vamos partir para o que chamamos

de departamentais. É uma informação só, mas temos departamentos

diferentes trabalhando e temos de colocar cada vez mais informatizado

para começarmos a cruzar os dados. Aí o médico vai entender porque ele

deu tanta informação lá atrás.

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Assista entrevista sobre a primeira cirurgia robótica em: www.itweb.com.br/webcasts  

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