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Ericsson enxerga turbulência como espaço de oportunidade

Com fabricação nacional, empresa encontra-se em condição mais favorável frente a concorrentes que dependem do câmbio

Publicado: 01/05/2026 às 09:30
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3 minutos
Ericsson enxerga turbulência como espaço de oportunidade
Construção civil — Foto: Reprodução

A crise mundial do mercado financeiro não assusta a direção da unidade brasileira da fabricante de equipamentos de telecomunicações sueca Ericsson, que mantém fábrica em São José dos Campos (SP) e por isso desfruta de uma condição mais favorável que suas competidoras nesse momento de escassez de crédito.

“O fato de podermos contar com índice elevado de nacionalização de nossos produtos nos leva a perceber que existe na crise um espaço de oportunidade, uma vez que nossos concorrentes enfrentam o custo cambial”, afirmou o diretor financeiro Marcos Santos.

O executivo recém-empossado na vice-presidência de finanças e excelência operacional referia-se à Nokia-Siemens e à Huawei, as duas mais importantes competidoras do mercado em que atua e que inclui equipamentos de telecomunicações. Nesse segmento, há duas áreas em que a sueca compete e detém participações relevantes: núcleo de rede de telefonia móvel (core) e acessos. No primeiro, a sueca detém parcela de 80% do mercado brasileiro, e no segundo, 40%. O faturamento alcançou, conforme o último balanço trimestral, R$ 2 bilhões no ano, uma parcela de 4% do total da multinacional.

Embora a Siemens já tenha tido fabricação no País, hoje a joint-venture da qual faz parte – Nokia-Siemens – importa tanto as estações radiobase como as centrais de comutação (core). A chinesa Huawei igualmente não tem produção local.

Efeitos da crise

A crise poderá afetar o mercado doméstico sim, mas até o momento ele demonstra vitalidade e manutenção de nível de encomendas, afirmou Santos. Correm a favor, no caso brasileiro, a recente licitação de terceira geração (3G), em dezembro de 2007, e as obrigações que dela decorreram por decisão da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel).

Outro fator favorável é a natureza do mercado competitivo, composto por quatro operadoras em todas as regiões – Claro, TIM, Vivo e Oi/BrT. Ou seja, se uma das companhias telefônicas recuar nos investimentos e lançamentos de banda larga móvel, as demais correm para absorver sua fatia de mercado.

Ajuda também o fato de a economia brasileira desfrutar um bom momento e o lado bancário contar com infra-estrutura consistente e sólida. Aliás, nesse sentido, até o momento a Ericsson não recebeu nenhum pedido de renegociação de pedidos ou de pagamentos. Tudo caminha muito bem, segundo Santos. A Nokia-Siemens igualmente atesta bom andamento das encomendas e entregas, segundo afirmou o vice-presidente Aluísio Byrro.

E para completar, os presidente das operadoras, reunidos na semana passada no evento FutureCom, em São Paulo, foram unânimes em reafirmar os investi-mentos previstos para 2009, sem demonstrar nenhum recuo ou adiamento.

A visibilidade deve aumentar em três a seis meses, acredita Santos. “Nesse momento vai ser possível vislumbrar o médio prazo”, disse o executivo.

Novos horizontes

Na Ericsson desde 1997, o economista pós-graduado em administração econômico-financeira Marcos Santos esteve nas subsidiárias da Ericsson de Portugal, Espanha, Sul da América Latina e Suécia, neste caso na área corporativa de finanças para os mercados do Brasil, América Central & Caribe, Europa Oriental e Ásia Central e Israel & Turquia.

Também trabalhou nas multinacionais Zeneca e 3M.

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