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Serasa Experian
sustentabilidade

IA é usada para identificar riscos de ESG entre produtores rurais

Novo estudo do Serasa Experian buscou avaliar o risco ESG dos produtores rurais tendo em vista os esforços recentes do Banco Central em fomentar a incorporação de fatores ambientais, sociais e de governança nas análises de investimento e nos processos de tomada de decisão. Para avaliar uma amostra de 163.600 produtores no País foi utilizado […]

Publicado: 20/03/2026 às 08:32
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agronegócio, agtech, totvs
Construção civil — Foto: Reprodução

Novo estudo do Serasa Experian buscou avaliar o risco ESG dos produtores rurais tendo em vista os esforços recentes do Banco Central em fomentar a incorporação de fatores ambientais, sociais e de governança nas análises de investimento e nos processos de tomada de decisão. Para avaliar uma amostra de 163.600 produtores no País foi utilizado o Serasa Score ESG Agro. A plataforma recorre à inteligência artificial para cruzar dados em larga escala relacionados aos aspectos ESG e classifica o indivíduo em menor ou maior risco, em uma pontuação que vai de 0 a 1000.

O estudo constatou que 99% dos produtores rurais estão em conformidade com as ações ESG e atendem à legislação. Entretanto, 1% apresenta infrações gravíssimas e pode ser considerado detrator do agronegócio.

Os scores de baixo risco ESG podem conter, no máximo, alguns processos judiciários, os de risco intermediário, infrações ambientais, processos e dívidas. Já os de maior risco, embargos, infrações ambientais, processos e trabalho escravo.

“Apesar de os 99% estarem em conformidade socioambiental, existe aquele 1% com o Serasa Score ESG Agro que apresenta problemas potencialmente graves. Esse 1% concentra 100% de infrações gravíssimas (trabalho escravo e embargos), 35% de todas as infrações ambientais e 14,5% de todos os processos”, explica o head de Agronegócio da Serasa Experian, Marcelo Pimenta.

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Se todas essas infrações fossem autuadas, as instituições financeiras e seguradoras poderiam ter um prejuízo de até R$90 bilhões, pois as empresas concedentes podem ser consideradas responsáveis solidárias, sem contar o risco de reputação e de imagem, que são imensuráveis. Entre esses indivíduos de alto risco ESG, a maioria é do sexo masculino e com idade média acima 60 anos.

Embora esse 1% represente alto risco ESG do ponto de vista de crédito, eles apresentam risco baixo e continuam movimentando o mercado de crédito. Pimenta, no entanto, ressalta que quando o assunto é ESG, não basta só olhar para o crédito.

“É importante avaliar os dois aspectos (Agro Score e Score ESG Agro) para apoiar tanto quem financia quanto quem compra do agronegócio. A tecnologia pode contribuir para dar mais transparência, segurança e vantagem competitiva ao produtor rural brasileiro, além de desvincular a sua imagem do desmatamento ilegal, gerando um benefício reputacional. Por exemplo, um importador europeu, pode utilizar a ferramenta para analisar toda sua cadeia de valor, até a origem do produto no campo”, lembra o executivo.

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