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Especial Carreira: 15 anos – um campo aberto

Proximidade da TI com o negócio representa oportunidades para quem tem formação técnica

Publicado: 30/04/2026 às 00:36
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Especial Carreira: 15 anos – um campo aberto
Construção civil — Foto: Reprodução

Somente o começo da carreira dos profissionais que têm por volta de 15 anos de experiência pode ser considerado absolutamente técnico. Pouco a pouco eles foram galgando a hierarquia que leva até técnico sênior ou equivalente. Naquela altura, foram confrontados com a opção de seguirem como gerentes, e aceitaram. Nenhum parece se arrepender da decisão, embora isto os tenha afastado do dia-a-dia que escolheram quando iniciaram. 

 

“É uma opção que sempre aparecerá na vida de quem está sendo reconhecido pelo seu trabalho”, afirma o gerente de projetos e arquitetura da Comgás, Luiz Paulo de Aquino Ribeiro. “Se isso não era tão comum no passado, hoje, faz parte da vida do profissional em tecnologia”, diz.

Ribeiro começou como estagiário na área de tecnologia. Mas foi durante a onda dos ERPs que ele fez a transição para a posição de gerente de projetos, uma mudança não planejada no início. A oportunidade surgiu devido a seu bom desempenho nas funções técnicas. Em sua opinião, quem começa na carreira não deve se assustar com o novo mundo, como a proximidade de TI com o negócio, um campo cheio de oportunidades que se abriu para quem tem formação técnica. “No futuro, talvez haja mais lugar para este tipo de profissional nas empresas usuárias de tecnologia; já os técnicos devem ter um campo maior nas companhias prestadoras de serviço”, prevê.

Por isso, Ribeiro aconselha aos profissionais para que escolham suas carreiras de acordo com o que gostam de fazer. “Se alguém prefere participar de decisões estratégicas da empresa, pode começar a se preparar para uma função gerencial em TI”, diz. “Se não gosta, prepare-se no mínimo para ser analista sênior”.

Esse é o quadro que muitos especialistas apontam. “O mercado de outsourcing tem crescido e deve continuar assim, o que abre o campo para quem deseja seguir a carreira técnica”, relata o coordenador do curso de especialização em gestão da tecnologia da informação, da Fundação Vanzolini, Marcelo Schneck. “Cada vez mais, escolher a profissão de técnico é trabalhar em um fornecedor”, diz.

Foco técnico

Empresas desse tipo têm um bom plano de cargos para especialistas técnicos (confira quadro na página 32). O conhecimento acumulado na função é muito bem valorizado numa fornecedora de tecnologia. “Isso ajuda a traduzir o desejo do cliente em algo que trará uma boa relação custo-benefícico”, argumenta o gerente de negócio da Promon Logicalis, André Arantes, 14 anos de experiência em TI. Ele lembra que muitas empresas se deslumbram com qualquer novidade ou têm somente um plano, sem conhecimentos suficientes para realizá-lo. Nestas horas, o profissional que sabe tecnologia ajuda.

Arantes iniciou a carreira como técnico de telefonia, cuidando só de redes e centrais telefônicas. Sua vida começou a mudar quando foi para a área de vendas. Ao mesmo tempo em que precisava ajudar no lucro da empresa, tinha de entender o desejo dos clientes. Um desafio na época, mas que se mostrou de grande valor para seu crescimento profissional, ainda que fosse em uma empresa fornecedora de TI e serviços. “Foi um grande aprendizado que mudou minha visão da profissão”, declara.

Ele é um exemplo de que gerentes são necessários mesmo em empresas que vendem tecnologia. Afinal, alguém precisa coordenar a equipe e os orçamentos. Contudo, seu aprimoramento sobre novas tecnologias continuou sendo constante e exigido. Seu aprimoramento tem sido metade relacionado à TI e a outra parte a técnicas de administração. “Estou satisfeito com a mistura. A responsabilidade é diferente, mas seduz do mesmo jeito”, destaca.

O mesmo ocorre com o gerente de suporte da IBM Brasil, Fabio Santos, 15 anos de carreira em TI. Hoje, ele gerencia 45 pessoas, todos técnicos, que trabalham com Unix e Linux para 70 clientes comerciais; sete são contas internacionais. É tecnologia, sem dúvida. Mas os 3 mil chamados por mês têm um espectro mais amplo e acabam gerando decisões sobre o negócio da própria empresa ou de seus usuários.

As soluções que os clientes e a IBM precisam mesclam TI e negócios em várias proporções e nunca é possível saber quando uma vai ser mais exigida do que a outra. Por isso, gasta seu tempo com a rotina normal de qualquer gerente e mais uma busca por conhecimento sobre as novidades do setor. “Essa percepção sobre as novas tecnologias é necessária em uma empresa assim”, diz.

Para ele, esse perfil, que não era comum há alguns anos quando aceitou enveredar pelo lado mais gerencial, está se tornando comum. “O técnico que não gostava de se relacionar com pessoas e nem conhecia o mercado está sumindo”, comenta. E a equipe dele prova isto. “O gerente sempre acaba passando a importância que é conhecer tecnologia e negócios, ele serve de modelo de postura”, resume.

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