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Especial Carreira: 5 anos – a geração conectada e competitiva

Metas de curto prazo: com o dinamismo do mercado, qualquer plano de carreira pode mudar. Carreira em Y tem feito sucesso

Publicado: 29/04/2026 às 21:33
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Especial Carreira: 5 anos – a geração conectada e competitiva
Construção civil — Foto: Reprodução

Há algo que os iniciantes na carreira podem ter certeza: o futuro será ainda mais dinâmico do que foi com seus antecessores. Tudo que as gerações mais velhas construíram será cada vez mais usado por mais pessoas. Estes apontamentos sinalizam a rotina dos próximos anos. As empresas devem ganhar o mundo virtual, com as operações além de uma base física ficando evidentes.

Mesmo um profissional mais técnico já sabe isso de cor. O desenvolvedor de qualificação da HP, Juliano Vacaro, cinco anos de carreira, tem um projeto no currículo que mostra esta tendência. Ele ajudou a criar um sistema de diagnóstico remoto para concessionárias da Fiat e fala com entusiasmo da iniciativa. “Foi uma forma de ligar o conhecimento dos técnicos da fábrica com as oficinas”, explica. Na PUC do Rio Grande do Sul, onde se formou em Ciências da Computação, foi bolsista de projetos de iniciação científica na área de interface de redes. Depois, passou pelo Banrisul. Logo após, cursou mestrado. Na HP, Vacaro cuida da qualidade dos produtos.

Para se ter uma idéia de como o novo mundo está impregnado neste profissional iniciante, basta perguntar a ele sobre as tecnologias que gosta e pretende se especializar. Vacaro não cita qualquer jargão técnico: é mobilidade e segurança. São conceitos mais digeríveis às áreas de negócio e que, no fundo, traduzem as estratégias de muitas empresas. “Conheço tecnologia, mas sei que ela precisa ter uma função”, comenta. A geração mais nova trará impactos significantes no mercado como um todo, apontam especialistas.

Enquanto os mais velhos tinham grandes projetos de sites na web, os jovens fazem isso por brincadeira. “Quando estava no colégio criei um site de notícias e outro sobre doenças sexualmente transmissíveis”, lembra o analista de sistemas da Cotia Trading, Henrique de Lima Coelho, seis anos de carreira. A atividade serviu para que ele tivesse muita facilidade em sua vida dentro de empresas como a TAM, na qual ajudou a criar o portal para agências de viagem. Além disto, Coelho não descuida dos estudos. Seu aprimoramento sobre Oracle, Delphi e programação web é tão rigoroso quanto o de administração e finanças. “Pretendo fazer um MBA no ano que vem e fazer intercâmbio para aprender inglês”, planeja.

Naturalmente

A nova geração não se preocupa com a mistura entre tecnologia e negócios. É um processo natural na formação. Eles sabem do dinamismo do mercado de trabalho e que qualquer plano de carreira pode ser mudado de uma hora pra outra. Por isso, preferem metas de curto prazo. “Hoje, um adolescente de 15 anos tem muita informação técnica por meio de publicações e sites. A profissão mudou muito”, comenta Lima.

eu próximo passo será se tornar analista de negócios e planejar o que os técnicos terão de seguir. A preparação de Lima é ainda maior: lê ao menos um jornal por dia e acompanha o noticiário online sobre praticamente todos os assuntos. “É importante ter o conhecimento geral, a gente nunca sabe de que empresa ou área pode vir a próxima oportunidade”, enfatiza.

A visão de Lima é algo novo. Mais do que chamá-los de a geração da web, dos smartphones e das redes sociais, há de entender que eles são os filhos da competitividade. Estão prontos pra tudo. Justamente por esta razão não é surpresa ouvir da coordenadora de entrega de serviços da Atos Origin, Raquel Bastos, até onde ela pretende chegar em seus planos profissionais. “Quero ser presidente da empresa”, enfatiza.

Mesmo sendo técnica de formação, Raquel sempre teve convicção de que seria convidada para uma área de gerência. Hoje, ela coordena 20 técnicos e cuida para que os acordos de entrega de serviço (SLAs, na sigla em inglês) sejam cumpridos. Seus conhecimentos técnicos são ainda muito necessários nesta rotina, mas a carreira dela segue rumo diferente da de seus subordinados. “Quero conquistar outras gerências que venham a surgir da mistura entre TI e negócios”, considera. “Entrando por este caminho, a presidência de uma empresa é o maior objetivo que se pode ter”, declara. Sua visão de futuro é aquilo que muitas empresas colocam como planejamento e cultura organizacional. Longe de ser pretensiosa, a postura da Raquel reflete uma opinião comum entre os profissionais mais jovens. Eles querem ganhar o mundo. 

Além do analista sênior

Quem não vê vantagem em optar por desafios gerenciais pode escolher uma carreira técnica tradicional. Em empresas usuárias, o mercado de trabalho não é tão grande quanto já foi, mas nas prestadoras de serviço ou nos fabricantes de tecnologia o campo é amplo. Companhias como IBM, HP e EDS têm planos de carreira transparente sobre isto e, quando uma pessoa decide seguir o caminho dos bits e bytes, recebe todo o apoio do RH.

As empresas costumam chamar isso de carreira em Y. Funciona como uma forma de promoção horizontal e há algumas vantagens. Ao adotar este esquema, as companhias evitam desgastes dos profissionais e valorizam o capital humano que possuem, mesmo porque nem sempre um ótimo técnico terá uma boa atuação como gestor. “O profissional deve ter liberdade para escolher de acordo com seu talento e seu plano de vida”, diz o diretor de recursos humanos da HP, Jair Pianucci.

Na HP, a carreira técnica tem cinco níveis e quem é mestre ou especialista é tão respeitado quanto um gerente ou diretor. Financeiramente, as escolhas se equivalem em empresas fornecedoras de TI. Com isso, não deixa de ser uma boa opção se tornar um exímio especialista em tecnologia e ficar afastado da rotina diária dos negócios. “Ainda existe muito o mito de que ascensão profissional se dá apenas ao se tornar gestor de pessoas”, aponta a diretora de RH da EDS para a América Latina, Patrícia Franzini. Para ela, esta visão se modificou e o conceito de carreira em Y tem feito sucesso para adequar o talento de cada profissional onde ele será melhor usado. 

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