Especialistas dizem que há também picos de elevação da produtividade; variação pode ser evitada em implantação gradual
A produtividade sofre uma queda após a implementação de prontuário eletrônico do paciente (PEP) e logo volta ao normal. Mas o tempo até que volte ao normal pode variar. A produtividade pode cair até 50% nas duas ou três primeiras semanas depois do sistema começar a funcionar, diz Stephen Bennett, CEO da Concordant, uma empresa de serviços de TI envolvida com os números de lançamento de PEP.
Entre a terceira e a sexta semana, a tendência é que aumente em 75% do que era, e logo depois volta ao normal, garante ele. Um pouco dessa queda na produtividade pode ser suavizada com a implementação gradual.
No entanto, a experiência não é igual para todos. Pode demorar até um ano para uma organização recuperar sua produtividade depois de adotar o sistema de PEP, disse Sam Karp, vice-presidente de programas da Fundação de Saúde da Califórnia, uma organização filantrópica focada em melhorar a área de saúde.
Durante a implementação, o Institute For Family Health agendou para o primeiro mês apenas metade do número regular de pacientes e teve um aumento de 20% na produtividade comparado com os dias pré PEP, disse o CEO Neil Calman. Isso porque, ao substituir processos manuais e em papel por processos digitais, os médicos tiveram tempo de atender quase 20% mais pacientes do que antes, declarou Calman.
O Williamstown Medical ainda não viu nenhum aumento na produtividade. Eles experienciaram uma queda de 20% na produtividade nos dois anos após a implementação de PEP e ainda não voltaram ao normal, diz Rob Jandl, porque as mudanças nos processos fizeram os médicos fornecerem mais cuidados práticos.
“Cada vez que eu faço uma consulta parcial por telefone, ela me toma mais tempo do que quando usávamos papel”, disse ele. Os benefícios do PEP vêm da “melhor documentação, melhor precisão e cuidados mais seguros” porque a consulta é documentada no registro de saúde eletrônico do paciente.
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