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Especificação 802.11n facilita conectividade de rede

Mas o padrão ainda não foi ratificado pelo IEEE, o que pode significar preços maiores e chipsets imaturos

Publicado: 29/04/2026 às 15:10
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7 minutos
Especificação 802.11n facilita conectividade de rede
Construção civil — Foto: Reprodução

É uma supersimplificação dizer que a especificação 802.11n prenuncia a era dos escritórios sem fio, com velocidade atingindo até 300 MBPS. Dentro de alguns anos, a tecnologia Wi-Fi se tornará a vanguarda das redes para as companhias interessadas em economizar dinheiro, atrair talentos de alto nível e aumentar sua segurança.

Os fabricantes dedicados apenas às redes locais sem fio (WLANs) dizem, há algum tempo, que a Ethernet conectada aos desktops “está morta”, apesar das preocupações remanecentes em relação à confiabilidade, à adequação das WLANs à telefonia, à complexidade do gerenciamento das redes mistas (com e sem fio), ao suporte técnico às filiais corporativas e aos teletrabalhadores. E, é claro, ao fato de que o legado tem se mantido muito bem.

Os gerentes de tecnologia comparam estes fatores ao aumento da produtividade. A possibilidade de economizar é um dos aspectos mais atrativos. A Intel estima que migrar para uma rede sem fio de maior alcance pode reduzir os custos de capital em 40% ou 50% e os custos operacionais em 20% a 30%.

Com a elevação dos preços de todos os tipos de viagens, o teletrabalho também é considerado muito atrativo e a TI pode ampliar as comunicações sem fios para locais remotos. Cisco, Motorola e outras companhias contam com interfaces 3G que oferecem backup tanto para filiais com um mínimo de conectividade a redes remotas quanto para os casos de falha do aplicativo principal. A segurança das WLANs pode superar a das LANs com fio. Quem considerar a virtualização de desktops precisa fazer a melhor adequação em toda a rede de Wi-Fi, graças aos pacotes pequenos que são inerentes às infra-estruturas de desktops virtuais.

A Motorola considera a especificação 802.11n como um ponto de inflexão na indústria e é uma das que vem praticando o que prega, a implementação de WLANs ubíquas em seus próprios escritórios. Será que você deveria seguir esse exemplo? Embora os fabricantes de produtos sem fio promovam o conceito de escritórios sem fios, os revendedores de comutadores de Ethernet, incluindo a Cisco e a HP, têm adotado o conceito com cautela. Sem surpresa: os fabricantes de comutadores reconhecem que vão perder muito dinheiro, à medida que deixarem de atuar na área de Ethernet para desktops.

PASSOS CUIDADOSOS

Mas nenhum fabricante de WLAN corporativa afirma que vai substituir as conexões nas camadas centrais ou de distribuição. Além de sua prevalência no setor de equipamentos conectados, a Cisco detém mais da metade do mercado de WLAN corporativa com seu conjunto de equipamentos sem fio. Chris Kozup, gerente da divisão de soluções para mobilidade da Cisco, enfatiza que a companhia aproveita ao máximo sua liderança tanto nas redes com fio quanto sem fio por meio de uma abordagem de rede “unificada” que abrange os escritórios utilizando a tecnologia Wi-Fi, enquanto mantém algumas portas conectadas em cada estação de trabalho. É uma boa opção, se você puder pagar por ela.

A fabricante de comutadores que está em 2° lugar, a HP, combina alguns de seus próprios mecanismos habilitados para Wi-Fi com tecnologia licenciada e também dedica-se com cuidado à abordagem do conceito de escritórios totalmente sem fios. Contudo, esse sistema de gerenciamento ainda não existe. A Cisco fala sobre uma rede unificada, mas  ainda não fornece gerenciamento integrado. A HP discute abertamente o problema de ferramentas de gerenciamento que são inconsistentes entre as redes com e sem fio.

A Nortel Networks afirma desenvolver seu próprio dispositivo com a especificação 802.11n. Enquanto os principais fabricantes, como a Aruba, Motorola e Trapeze, tratam as redes com fio como um sistema de transporte limitado para seu tráfego sem fio. Outro ângulo corporativo que os fabricantes de comutadores estão considerando é sugerir que os escritórios totalmente sem fio são uma solução que se adequa melhor aos escritórios remotos e os de filiais do que aos escritórios centrais.

Tim Purves, diretor de tecnologia na Henry Ford Health System, em Detroit, observa que o objetivo de seu departamento é “alinhar a tecnologia com os processos de fluxo de trabalho corporativo”. Embora pareça um mantra familiar, se estes processos estiverem vinculados a abordagens imóveis, que ignoram o aumento da produtividade e as possíveis melhorias no fluxo de trabalho, por meio de uma rede sem fio pervasiva, a TI deverá dar um passo à frente e abrir um novo caminho.

Felizmente, nem todos os fabricantes de comutadores corporativos estão estagnados. Trent Waterhouse, vice-presidente de marketing da Enterasys, comenta que sua companhia vê as soluções sem fio como um componente estratégico de sua organização e avalia fabricantes de WLAN sempre com vistas a alguma aquisição.

A Juniper também pensa em aquisições – de acordo com fontes do mercado, uma oferta foi descartada pela Meru Networks, que também atuou como um OEM para a Foundry, pelo menos, em uma ocasião. Mas empresas como a Aerohive, Bluesocket, Colubris e Xirrus permanecem como atrativos alvos de aquisição para fabricantes de comutadores corporativos que não têm seus próprios produtos sem fios. A Trapeze pode ser uma boa opção para a Nortel, se ela decidir recorrer a seu ex-parceiro de OEM, em vez de desenvolver seu próprio dispositivo com a especificação 802.11n.

Transformar o espaço de trabalho vai além de instalar pontos de acesso e de fornecer laptops para a reconfiguração física. Atualmente, o trabalho é aquilo que você faz, não o lugar aonde você vai.

O campus da Intel situado em Oregon (EUA) está destinado a cerca de 6 mil funcionários que usam mecanismos sem fio da Cisco. A gigante de chips começou com uma rede superficial, destinada ao acesso sem fio, mas à medida que a tecnologia Wi-Fi foi adotada, ela se tornou a primeira opção dos empregados. Além dos laptops utilizando o Centrino (naturalmente), a Intel também utiliza os telefones Wi-Fi, da Cisco, para serviços de voz, assim como softphones com dispositivos de modo duplo.

A Cisco tem sua própria iniciativa, denominada Connected Workspace. Em adequação à sua abordagem convergente preferida, a solução sem fio é implantada em todos os lugares, mas as portas conectadas, destinadas às necessidades de comunicação com grande largura de banda, como backups e streaming de vídeo, também estão disponíveis. No entanto, a companhia reduziu em 60% sua necessidade de utilizar cobre. “O Connected Workspace encoraja a colaboração e reduz os custos com imóveis e infra-estrutura, enquanto acomoda diferentes estilos de trabalho”, relata Kozup.

A Aruba e a Motorola têm sido os mais manifestos defensores do conceito de escritório totalmente sem fios. Sem ter nada a perder, no que se refere a rendimentos com dispositivos conectados, elas somente podem ganhar se “se apoderarem” dos dólares que, normalmente, seriam gastos nos comutadores de Ethernet de seus concorrentes. Com a especificação 802.11n oferecendo um desempenho comparável ao de uma rede conectada, mas com maior mobilidade, elas têm um forte argumento.

Naturalmente, um escritório sem fios é semelhante a um que não utiliza papéis – e, apesar dos documentos eletrônicos e do e-mail terem se tornado as principais formas de armazenamento e redistribuição de informações, ainda existe o intercâmbio de papéis. Do mesmo modo, a tecnologia sem fios se tornará a principal conexão somente na camada de acesso. “Dizer que um escritório ficará totalmente sem fios é uma definição inadequada'”, declara Kozup. Ainda existirão cabos, mas eles ficarão instalados, predominantemente, nas camadas central e de distribuição da rede e não serão vistos pela maioria dos usuários.

>>> continuação

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