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Gestão

Estas são as perguntas que você precisa fazer para inovar em meio a uma pandemia

Apesar de o termo inovação rondar exaustivamente o mundo dos negócios, ele ainda não virou realidade para muitas empresas. No Brasil, uma pesquisa divulgada pelo IBGE em abril deste ano mostra que apenas 33,6% das organizações brasileiras são realmente inovadoras. A crise causada pela covid-19, entretanto, acelerou a digitalização e provocou mudanças nos modelos de […]

Publicado: 30/04/2026 às 05:49
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Construção civil — Foto: Reprodução

Apesar de o termo inovação rondar exaustivamente o mundo dos negócios, ele ainda não virou realidade para muitas empresas. No Brasil, uma pesquisa divulgada pelo IBGE em abril deste ano mostra que apenas 33,6% das organizações brasileiras são realmente inovadoras.

A crise causada pela covid-19, entretanto, acelerou a digitalização e provocou mudanças nos modelos de negócio. Afinal, agora inovar virou questão de sobrevivência. A inovação como estratégia é a aposta para se manter relevante em meio à competitividade acirrada que as empresas vêm enfrentando.

Entretanto, mais que inovar, o importante é fazer as perguntas certas, destaca João Roncati, sócio e diretor da People+Strategy. A seguir, Roncanti levanta algumas das principais questões para refletir sobre o processo de inovação estratégica corporativa.

Qual a importância de inovar dentro da estratégia da minha empresa?

Estratégia é posicionamento. Inovação é valor novo, perceptível, concreto e, portanto diferenciador. Toda inovação deve gerar um valor diferenciador e, por isso, é estratégica.

“Existem algumas razões pelas quais as empresas devem inovar: para se manter de forma competitiva, aumentar essa competitividade e até evitar o declínio do seu negócio. Inovar é criar um diferencial competitivo, perceptível e atrativo. O projeto de inovação é o caminho para se chegar a essa entrega de valor”, lembra Roncati.

Toda inovação tem que ser disruptiva?

Nem toda inovação é necessariamente disruptiva, destaca o diretor da People+Strategy. “Inovação é a criação de coisas novas ou o rearranjar das antigas, mas de uma nova forma. É a criatividade organizada que gera resultados concretos e superiores. Aquela solução encontrada para trazer novos valores, um novo grau de diferenciação e resultados melhores. Não precisa ser necessariamente uma ideia nova, mas precisa ser organizada, fazer parte de uma estratégia e do posicionamento da empresa e, claro, gerar resultados superiores àqueles que vinham sendo obtidos”, indica.

Mas o que estimula a criação de uma inovação?

Segundo Roncati, o principal fator, sem dúvidas, é um problema ou uma restrição, como a de recursos por exemplo. “O que estamos vivendo hoje na pandemia, por exemplo, é uma alavanca muito grande para inovação. E provavelmente teremos vários processos inovadores para solucionar os problemas gerados, principalmente nas áreas de saúde, tecnologia e educação”, destaca.

Em sua visão, outro fator é a necessidade de criação de um valor diferenciador. “A criatividade organizada pode, por exemplo, combinar soluções que efetivamente melhorem a capacidade competitiva e coloquem a empresa à frente de seus concorrentes. Fundamentalmente, que a empresa ofereça valor novo e perceptível ao seu mercado, aos seus clientes”, complementa.

O que é necessário ser feito para inovar na minha empresa?

Para que uma estratégia de inovação corporativa obtenha sucesso, pode ser necessário ajustar processos, hábitos e até mesmo a cultura da empresa.

“Ainda precisamos caminhar muito no processo de inovação dentro das organizações. Afinal, como mostramos até agora, é preciso realmente criar condições para isso existir efetivamente, reservar tempo e recursos. Empresas, para serem inovadoras precisam entender isso: é necessário cultivar o pensamento divergente, fugir da formulação padronizada, estimular processos contínuos de desenvolvimento de ideias, de fomento à criatividade”, recomenda. “E para conseguir fazer isso dentro da sua empresa o termo-chave é: novos conhecimentos, sempre. Trabalhar e se dedicar sempre para obter informação, experimentar, perguntar, não julgar, experimentar novas emoções. Por quê? Para multiplicar nossas perspectivas e assim, inovar de maneira estratégica e eficiente”, finaliza.

 

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