Enrique Salem, presidente mundial de vendas e marketing revela que o foco da companhia é o fortalecimento e integração de produtos
De 1999 a 2007, a Symantec, fornecedora global do software de segurança, conhecida pelo Norton, realizou mais de 25 aquisições, perseguindo o crescimento entre usuários finais e pequenas, médias e grandes empresas, no mercado de antivírus. No entanto, duas aquisições apontam para uma outra estratégia: a expansão do portifólio.
A conquista de novos mercados, de acordo com Enrique Salem, presidente mundial de vendas e marketing da Symantec, começou em 2005, com o investimento de US$ 10 bilhões na aquisição da Veritas, especializada em soluções para call center. Neste ano, a compra da Altiris abriu espaço para a empresa explorar o nicho de soluções de gerenciamento. “Nos próximos cinco anos, nosso foco será o fortalecimento deste novo portifólio e a integração dos produtos”, afirma Salem, reforçando o fato de que a companhia, hoje, se encontra em um mercado de mais de US$ 55 bilhões.
Com relação aos concorrentes software pirata e software gratuito, Salem mantém o discurso da importância de uma ferramenta que não só defenda, mas previna e seja reativo. “A Web 2.0 é uma prova disso. O fato de as aplicações rodarem dentro do browser trouxe ameaças desconhecidas. Um software pirata, sem atualizações, não defende novas ameaças. Já uma fornecedora de software aberto dificilmente terá condições de investir o suficiente em pesquisa e desenvolvimento”, defende Salem.
Amércia Latina na lanterna
Para o executivo, Brasil e México, seguidos de Colômbia, figuram como os principais mercados da América Latina, pois estão no topo dos levantamentos de incidências de ameaças. “Locais onde há forte presença de ameaças são bons para nós e é preciso que os países tenham consciência da posição que ocupam para perceberem a necessidade de uma forma de proteção.”
No entanto, Sérgio Basílio, diretor-geral da Symantec para Brasil, afirma que, com relação à América do Norte e Europa, a região ainda apresenta os piores números em relação a adoção correta de ferramentas de segurança. “O espaço que temos para crescimento se dá no fato de hoje os usuários pedirem mais de suas máquinas, o que exige investimento mínimo em segurança.”