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Estratégia na Claro é avaliar momento

Para diretor de operações da telco, quanto maior o porte da usuária, mais cuidado deve ter com outsourcing

Publicado: 21/05/2026 às 03:41
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Estratégia na Claro é avaliar momento
Construção civil — Foto: Reprodução

Ricardo Redenschi, diretor de operações de TI da Claro, não enxerga dilema na decisão de manter data center em casa ou repassá-lo a terceiros. Ele considera o momento e as necessidades de cada empresa irão apontar o caminho certo. “Não existe receita de bolo nem lista de empresas que se enquadram mais em um modelo ou em outro”, diz Redenschi. A empresa precisa avaliar se é capaz de trazer e manter em suas dependências o alto nível de especialização exigido pelos data centers, caso tenha planos de montar um site.

Para Redenschi, quanto maior o porte da empresa usuária, mais cuidado deve ter na avaliação do outsourcing na modalidade hosting. “Como vai fechar o contrato? Se for extremamente detalhado, não terá flexibilidade. Por outro lado, se o contrato for muito aberto, o fornecedor pode cobrar mais. Então, para empresa de maior porte, talvez o hosting não seja muito recomendado. Já para as menores, acho que é bom”, recomenda.

O negócio da Claro é suportado por dois data centers, um no Rio de Janeiro e outro em São Paulo, que estão sendo transferidos para novo site construído em 2009, em Campinas (SP). “Finalizaremos o processos de migração até o fim de setembro. Depois, o site de São Paulo será descontinuado e o do Rio permanecerá para ambientes de desenvolvimento e homologação, entre outras funções.” O novo data center garante expansão dos negócios da Claro por pelos menos dois anos, mas já está prevista expansão em 2011 para suportar crescimento até 2015.

Para quem quer investir no insourcing, Redenschi orienta que um dos itens que requerem mais atenção é a escolha do local onde funcionará o data center. “São muitos os quesitos a ser observados. Neste ínterim, a empresa deve definir nível de redundância, que pode chegar a 4. No caso da Claro, é 3, considerado adequado para a maioria das empresas.” Para o processo de migração, a telco aconselha a contratação de parceiro que já conheça a infraestrutura da empresa (no caso da operadora, o parceiro principal é a HP). A migração dos sistemas obedece a etapas e deverá ultrapassar em um mês o prazo previsto. “Está sendo feita de forma que não cause muito impacto no dia a dia da operadora”, diz o diretor, que investiu pesado na virtualização, atingindo uma proporção de 20 máquinas virtuais para cada uma das cerca de 35 físicas. 

Para José Luis Prola Salinas, ex-vice-presidente de tecnologia e logística do Banco do Brasil, independentemente de a empresa ser pública ou privada, a busca pelas melhores práticas deve embasar as decisões relacionadas à estratégia de data center. “No BB, estabelecemos uma parceria público-privada para construção de novo data center, baseando-nos em pesquisas aprofundadas e muito rigor quanto a requisitos de infraestrutura e de pessoal técnico, mas isso não nos impede de continuar a busca por processos inovadores”, diz ele. À frente da TI de uma instituição que se classifica como “pragmática e conservadora”, Salinas advoga que as empresas devem procurar a solução que mais bem se relacione com o crescimento do negócio, gestão da segurança, confiabilidade, serviços de alto nível e ganhos de eficiência. “A dica que dou, para quem quer terceirizar ou internalizar, é focar no tripé qualidade, segurança e eficiência operacional.”

Em 2012, o Banco do Brasil passará a contar com um complexo de prédios inteligentes para hospedagem do seu data center e da Caixa Econômica Federal. Atualmente, a instituição financeira é suportada por um site central em Brasília e redundâncias em São Paulo e Rio de Janeiro, além de contingência no Serpro (Serviço Federal de Processamento de Dados).

O consórcio que está construindo o complexo de data centers em terreno do BB, em Brasília, responderá, pelo prazo de 15 anos, pelos serviços de gerenciamento, manutenção e operação da infraestrutura predial. O site abrigará tanto a infraestrutura de TI quanto pessoal de monitoramento da Caixa e do BB, em áreas distintas, na modalidade de colocation. O consórcio tem opção de construir prédios adicionais para oferecer serviços de TI a outras empresas. Ao término do contrato, todas as benfeitorias feitas no terreno passarão ao controle do Banco do Brasil e da Caixa Econômica Federal. “Com esse modelo, asseguramos a continuidade dos negócios por 15 anos, o que não significa abrir mão da redundância que temos em São Paulo e Rio de Janeiro”, informa Salinas. Além do impacto na eficiência operacional do banco, a parceria público-privada renderá à instituição uma economia em torno de 20% a 30% tanto na construção do site quanto nas parcelas de prestação de serviços.

A tendência de terceirização de data center é forte, mas muitas empresas ainda devem mantê-lo dentro de casa, por segurança ou estratégia. Assim, pesar os prós e contras de cada modelo deve ser a tarefa número um ao analisar o que – e como – fazer o data center de sua companhia.

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Data center: internalizar ou terceirizar?

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