“Os vínculos fracos representam o maior risco, porque, quando não gostam de você, te detonam”, diz especialista no assunto
As redes sociais existem desde sempre. Formam-se a partir do relacionamento que um indivíduo estabelece com outro. O que se observa atualmente – e mais precisamente com a propagação da internet banda larga – é uma maior facilidade e rapidez com que as pessoas trocam informações. “O povoado que ficava a 100 km de Paris demorou uma semana para saber da revolução francesa naquela época. Hoje, o delay é de dois minutos para o mundo todo saber sobre qualquer acontecimento”, frisou a especialista no assunto Martha Gabriel, durante o IX encontro do grupo de usuários Oracle (Oraug-Br), na última terça-feira (19/10).
Antes de entrar nas estratégias empresariais para usar adequadamente as plataformas sociais, a ehttps://itforum-portal.loomi.com.br/wp-content/uploads/2018/07/shutterstock_528397474.webpsa tratou de quebrar alguns paradigmas atrelados ao “fenômeno” redes sociais, mas que, na realidade, são retratos da sociedade que migraram de meio, como, por exemplo, de que 10% das pessoas geram 90% do volume de conteúdo e de que 40% do que se fala é bobagem. “Sempre foi assim. Toda turma tem um tagarela, assim como falamos não falamos coisas sérias o tempo todo.”
Compreender esse aspecto é fundamental para quem trabalha fomentando maneiras de atingir seu público na rede. O outro ponto importante é entender quais são os laços fortes e os fracos (relações superficiais e esparsas). “Os vínculos fracos representam o maior risco, porque, quando não gostam de você, te detonam. O que não ocorre com os fortes, porque estes gostam de você e aceitam um deslize.”
A atenção com os representantes dos laços fracos deve ser maior, uma vez que a capacidade deles prejudicarem sua reputação é bem maior na internet. “Se não gostam de você, falam mal para milhares.” Para impedir que uma ação mal-sucedida se espalhe e fique pior de quando começou, é preciso monitorar o que estão falando e ter meios de blindar a empresa. “Domina-se uma pessoa sabendo seus interesses e medos”, salientou, completando que na era digital um indivíduo ou uma companhia é o que compartilham.