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Exclusivo: estudo mostra que demanda por profissionais juniores é menor que 15% no mercado de Tecnologia

A demanda por profissionais juniores no mercado de Tecnologia é menor do que 15%, aponta um estudo mapeado pela Escola da Nuvem, em parceria com a LandTech. Segundo o documento, as empresas encontram um desafio maior de contratar e treinar profissionais no início de carreira ao invés de optar por aqueles que têm mais experiência. […]

Publicado: 06/03/2026 às 05:11
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Exclusivo: estudo mostra que demanda por profissionais juniores é menor que 15% no mercado de Tecnologia
Construção civil — Foto: Reprodução

A demanda por profissionais juniores no mercado de Tecnologia é menor do que 15%, aponta um estudo mapeado pela Escola da Nuvem, em parceria com a LandTech. Segundo o documento, as empresas encontram um desafio maior de contratar e treinar profissionais no início de carreira ao invés de optar por aqueles que têm mais experiência.

Os dados do relatório também mostram que 70% das empresas esperam que os candidatos tenham ensino superior e o conhecimento do inglês é um diferencial apontado como significativo para 70% das organizações, sendo que 55% o tem como requisito.

Já sobre competências emocionais, as mais valorizadas pelos recrutadores são o trabalho em equipe (25%), a resolução de problemas (16%) e a comunicação (13%), sendo que eles sentem falta de mais pensamento crítico (14%) e autonomia e protagonismo (12%) por parte dos profissionais.

“O levantamento teve como principal objetivo entender com maior profundidade quais são as expectativas do mercado quanto à contratação de profissionais de Tecnologia. Buscamos saber se o cenário real estava dialogando com a expectativa de quem está esperando pelo primeiro emprego, principalmente pessoas diversas, que enfrentam algumas barreiras invisíveis”, explica Ana Letícia Lucca, CRO da Escola da Nuvem.

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A maioria das companhias têm optado por modelos híbridos de trabalho (49%), com chance de redução do modelo remoto, já que há a valorização da presença física no ambiente de trabalho. Segundo o estudo, contudo, isso limita a inclusão. “O home office proporciona mais qualidade de vida aos colaboradores, além de ampliar o acesso a oportunidades para pessoas fora das capitais e grandes centros, o que poderia expandir o banco de talentos das empresas”, alerta Ana Letícia.

De acordo com a pesquisa, os cargos com maior volume de vagas hoje são em Desenvolvimento de Software (23%), Suporte Técnico (15%), Engenharia de Nuvem (11%), DevOps (10%) e Análise de Infraestrutura (10%). Porém, as empresas ainda enfrentam desafios como a falta de qualificação dos profissionais (51%) e a alta concorrência por talentos (20%) para preenchê-las.

Apesar disso, as organizações contam com algumas alternativas para encontrar profissionais, como a criação de vagas afirmativas. 65% das empresas mapeadas no estudo possuem ações de diversidade e inclusão, como comitês e grupos de afinidade.

“A diversidade é fundamental para a criatividade e inovação. O mercado têm se movimentado há um tempo sobre esse assunto e apresentar esse tipo de solução é essencial para reter os profissionais. Quanto mais estruturadas forem essas ações, mais preparada a empresa estará para absorver grupos sub-representados”, finaliza a especialista.

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