O Departamento de Energia dos Estados Unidos (DOE) anunciou a formalização de acordos de colaboração com 24 organizações para avançar a chamada Genesis Mission, um esforço nacional que utiliza inteligência artificial (IA) como motor para acelerar descobertas científicas, fortalecer a segurança nacional e estimular a inovação no setor de energia. A iniciativa foi apresentada como […]
O Departamento de Energia dos Estados Unidos (DOE) anunciou a formalização de acordos de colaboração com 24 organizações para avançar a chamada Genesis Mission, um esforço nacional que utiliza inteligência artificial (IA) como motor para acelerar descobertas científicas, fortalecer a segurança nacional e estimular a inovação no setor de energia.
A iniciativa foi apresentada como parte de uma estratégia mais ampla do governo norte-americano para ampliar a liderança do país em IA aplicada à ciência e à infraestrutura crítica.
O anúncio ocorreu em Washington e envolveu representantes da Casa Branca, do Departamento de Energia, da indústria de tecnologia, de universidades e de centros de pesquisa. A Genesis Mission está alinhada a diretrizes recentes do governo federal que buscam remover barreiras regulatórias, reduzir dependências externas e criar uma plataforma nacional de IA voltada à pesquisa científica de larga escala.
Segundo o DOE, a proposta central da missão é usar modelos avançados de IA para automatizar etapas da pesquisa, acelerar simulações complexas e apoiar a criação de modelos preditivos capazes de gerar avanços em áreas como energia, manufatura avançada, descoberta de medicamentos e ciência dos materiais. A expectativa é aumentar significativamente a produtividade de pesquisadores e laboratórios, especialmente dentro da rede de laboratórios nacionais dos Estados Unidos.
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Os acordos firmados são memorandos de entendimento (MOUs) com organizações que já mantêm projetos ativos com o Departamento de Energia ou que responderam a chamadas públicas de interesse lançadas pelo governo. Um dos princípios da Genesis Mission é que as soluções desenvolvidas sejam independentes de arquitetura específica, permitindo interoperabilidade e uso amplo por diferentes instituições públicas e privadas.
Entre as empresas e organizações que aderiram à iniciativa estão grandes nomes da indústria de tecnologia e semicondutores, provedores de nuvem, startups de IA e instituições voltadas a desafios científicos globais. A lista inclui Accenture, AMD, Anthropic, Amazon Web Services, Cerebras, CoreWeave, Dell, Google, Groq, Hewlett Packard Enterprise, IBM, Intel, Microsoft, Nvidia, OpenAI, Oracle, Palantir, xAI e XPRIZE, entre outras. O conjunto reflete a diversidade de competências envolvidas, que vai desde hardware especializado até modelos de linguagem, infraestrutura de nuvem e aplicações científicas.
O governo norte-americano destaca que a Genesis Mission também tem implicações diretas para a segurança nacional, ao criar uma infraestrutura de IA escalável capaz de apoiar pesquisas estratégicas e reduzir vulnerabilidades associadas à dependência tecnológica de outros países. A iniciativa se insere em um contexto global de competição por capacidade computacional, talentos científicos e domínio de tecnologias emergentes.
Além dos acordos já anunciados, o Departamento de Energia informou que pretende ampliar o número de parceiros ao longo dos próximos meses. Estão abertas chamadas públicas de interesse para novas colaborações, incluindo uma voltada a modelos transformacionais de IA e outra focada em capacidades avançadas de IA para segurança nacional. As submissões podem ser feitas até janeiro de 2026.
A Genesis Mission prevê ainda novos encontros entre governo, empresas, academia e organizações filantrópicas, com o objetivo de consolidar um ecossistema colaborativo em torno da IA aplicada à ciência. O DOE afirma que a iniciativa busca integrar esforços já existentes e criar um ambiente comum para compartilhamento de recursos, dados e capacidades computacionais.
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