Consultoria pretende saltar a participação na receita global da empresa de 5% para 20% em três anos e que para isso vai ter de mais de dobrar receita que em 2007 foi de R$ 40 mi.
Depois que ouviu um de seus colegas proferir, Jorge Najera,
sócio-fundador e responsável pelas atividades brasileiras da everis, nunca
esqueceu. “Não me importo com clientes, mas sim com pessoas”. Ele diz que a
frase resume um espírito que motivou os cinco sócios a fundar a empresa, em
1996. Os executivos deixaram a Accenture, onde atuavam, porque queriam que
algumas características na sua empresa fossem diferentes daquela que tinham
como referência.
A primeira é que os funcionários se sentissem donos da
empresa e a segunda é um espírito de generosidade. “Hoje podemos dizer que
conseguimos as duas coisas – todos os funcionários têm participação nos lucros –
e por isso a maior rotatividade que registramos nos últimos três anos foi no
nível dos sócios”, afirma.
O espanhol Najera, veio para o Brasil este ano depois de
presidir as operações do Chile por dois anos, da Espanha em 2004 e do
escritório internacional (responsável pelas operações em países em que a
empresa não está fisicamente com escritórios) por mais um ano. Aqui, ele que
fazer crescer muito a receita da empresa, que considera ainda “ridícula” diante
do potencial.
O ano fiscal de 2007, que acaba agora em março, a empresa
deverá fechar com faturamento de 40 milhões de reais, sem contar as atividades
dos centros de certificação, manutenção, serviços e fábrica de software. A meta
para o próximo ano são 50 milhões de reais, mas Najera revela que 95% dessa
meta já foi batida. “Essa valor já foi vendido, agora estamos executando”, diz.
O executivo prefere não dizer quando deverá ser a receita efetivamente, mas
afirma que poderá ser de entre 55 milhões e 60 milhões de reais em 2008 e,
daqui três anos (equivalente ao ano calendário de 2011), chegar a 100 milhões
de reais.
O número hoje ainda é baixo em relação ao total da receita
da empresa, que neste ano fiscal de 2007 (prestes a ser fechado), deverá ser de
340 milhões de euros. Um dos contratos em que a everis está de olho e que deve
impulsionar esse resultado desejado está prestes a ser fechado com um banco no
Brasil, que será de 4 milhões de reais e acontecerá a partir de abril. Outro,
será definido daqui três meses e envolve a manutenção de sistemas nas unidades
da companhia em toda a América
Latina e está no valor de 6 milhões de reais pó ano durante
quatro anos.
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Em andamento, a empresa realiza projetos de portabilidade
com duas operadoras: a Embratel e a Oi, o que ele acredita que será destaque no
ano. Para o próximo ano, ele destaca a fusão entre o Banco Real e o Santander. “Mas
incluo na expectativa projetos de business intelligence tanto para a análise de
clientes quanto para a análise de resultados”, afirma.
Najera não acredita que a recessão econômica deverá afetar o
Brasil. “Vejo aqui os mesmos sintomas que vi na Espanha há 15 anos”, diz. “Os
países já não estão dependentes do dólar e é só acompanhar o fortalecimento do
real para perceber isso”, completa. Por isso, está confiante nos resultados.