A adoção do modelo de SaaS (software como serviço) pelos departamentos de TI é uma tendência internacional que já faz parte do cotidiano dos CIOs brasileiros. De acordo com pesquisa do Gartner, o mercado global acerca desse padrão deve movimentar cerca de 9,6 bilhões de dólares em 2009 – representando crescimento de 21,9% em relação […]
A adoção do modelo de SaaS (software como serviço) pelos departamentos de TI é uma tendência internacional que já faz parte do cotidiano dos CIOs brasileiros. De acordo com pesquisa do Gartner, o mercado global acerca desse padrão deve movimentar cerca de 9,6 bilhões de dólares em 2009 – representando crescimento de 21,9% em relação ao montante atingido no ano passado. Além disso, segundo o estudo, o segmento deve permanecer em constante crescimento até 2013, quando os investimentos devem chegar a 16 bilhões de dólares.
Para melhor aproveitar os benefícios trazidos pelo padrão, no entanto, os gestores de TI devem ter alguns cuidados antes de firmarem contratos com fornecedores.
1. Encare a oferta como um serviço: é comum que os fornecedores tentem fazer com que os gestores de TI enxerguem um contrato de SaaS como um simples licenciamento de software. No entanto, a realidade não é essa. Um CIO precisa entender bem como essa relação de contratação de serviço é diferente de uma aquisição de licença. “É sempre bom desconfiar dos prestadores de serviços que querem mostrar a oferta da forma mais simplista possível, como se não houvesse implicações legais em jogo”, afirma Nick Gross, da consultoria norte-americana de gestão de negócios Azzarello Group.
2. Busque garantias: CIO da rede de farmácias e de lojas de alimentos Haggen, Harrison Lewis diz que é um negociador “duro na queda”. “Tento mitigar os riscos ao fechar contrato com uma prestadora de serviços e, por isso, faço questão de negociar todas as particularidades da operação e registrar os acordos em contrato”, afirma ele. O executivo conta que antes de firmar parceria com uma empresa que tomaria conta de toda tecnologia envolvida na área de recursos humanos, fez, inclusive, com que a contratada apresentasse a ele um fiador. “No caso de a empresa quebrar, eu preciso ter garantias contratuais de que o serviço continuará sendo prestado”, conclui Lewis.
3. Identifique do que você está abrindo mão: uma vez assinado um contrato de SaaS, não é mais possível escolher, por exemplo, a versão do software com o qual deseja trabalhar. “Se o fornecedor tem o padrão de atuar com as últimas atualizações, não é possível que o cliente escolha manter em sua companhia uma versão mais antiga e já adaptada à rotina da empresa”, afirma Lewis.
4. É inútil resistir: mesmo que não pareça uma boa opção agora, a adoção do modelo de software como serviço é uma tendência irreversível. “Por isso, mostrar-se resistente ao padrão pode fazer com que o CIO seja visto como alguém sem visão de negócios pelo board das companhias”, afirma Gross.