ITF Portal - Banner Topo
Slot: /23408374/itf-ad-banner-topo
720x300, 728x90, 728x210, 970x250, 970x90, 1190x250

Executivos brasileiros ensinam como sobreviver à crise

A crise financeira internacional desponta como o assunto mais discutido nos últimos dois meses. Contudo, ainda falta um consenso em relação a: qual o real impacto da instabilidade e como as empresas devem comportar-se para superar os períodos difíceis? Para dar algumas respostas, COMPUTERWORLD entrevistou três experientes profissionais que enfrentaram diversos planos econômicos, moedas e […]

Publicado: 01/05/2026 às 21:32
Leitura
5 minutos
Executivos brasileiros ensinam como sobreviver à crise
Construção civil — Foto: Reprodução

A crise financeira internacional desponta como o assunto mais discutido nos últimos dois meses. Contudo, ainda falta um consenso em relação a: qual o real impacto da instabilidade e como as empresas devem comportar-se para superar os períodos difíceis?

Para dar algumas respostas, COMPUTERWORLD entrevistou três experientes profissionais que enfrentaram diversos planos econômicos, moedas e cenários políticos enquanto estiveram na direção de empresas de TI: Jorge Schreus, Antônio Carlos Rego Gil e José Ruy Antunes.

Jorge Schreurs, atualmente à frente da consultoria Mobile Science, foi presidente da Compaq entre 1992 e 2000, responsável por implantar a primeira fábrica da companhia no País. Depois, tornou-se COO (Chief Operations Officer) do Submarino.

O executivo diz nunca ter visto uma desaceleração tão brusca da atividade econômica, mas que nas crises anteriores o fator que freava a economia eram os planos do governo. Desta vez, a redução se dá por motivos externos, analisa Schreus.

“Em Agosto o Brasil crescia 6% em uma base anualizada e agora, dezembro, projeta-se um crescimento não superior a 3%, talvez até menos depedendo do volume de exportação em 2009”, comenta.

Antônio Carlos Rego Gil, ex-presidente da CPM, e atual presidente da Brasscom (Associação Brasileira das Empresas de Tecnologia da Informação e Comunicação), concorda que a atual crise não se parece com as anteriores, mas acrescenta que o Brasil também está em condições melhores para enfrentar o desafio, do ponto de vista econômico e político.

“Sempre vivemos situações de crise nas quais o Brasil estava mal das pernas e correndo para fazer as coisas se encontrarem. Agora o Brasil está bem”, destaca.

A orientação de José Ruy Antunes, que ocupou por oito anos a presidência da SAP e é o atual vice-presidente de vendas da Sonda Procwork, é que os executivos mantenham a lucidez para conseguirem “pensar fora da caixa”.

Para Antunes, é preciso manter o equilíbrio para identificar as novas necessidades do mercado e promover mudanças no modelo de negócios. “Na crise, você tem que ter a humildade de repensar o seu modelo, sempre a partir do mercado comprador”, ensina.

1- Seja cuidadoso, mas otimista
A orientação de Gil é “colocar as coisas em perspectiva” e considerar que a indústria de TI tem oportunidades tanto em situações de crise quanto de crescimento. “Na crise, você precisa de TI para controlar o negócio e nos momentos de crescimento, para crescer”.

2- Tenha clareza para enxergar pontos críticos e oportunidades
Schreus ressalta que a variação do câmbio pode afetar igualmente compradores e fornecedores de tecnologia, reduzindo volume ou aumentando preço. “Sempre há espaço para negociação, porque ninguém quer perder o contrato”, pondera.

Gil acredita que este é o momento certo para o Brasil aumentar sua fatia nas exportações de software. O presidente da Brasscom aconselha os executivos de TI a serem mais agressivos, buscando o mercado externo, que é da ordem de 70 bilhões de dólares, segundo o executivo.
“O mercado brasileiro continua crescendo e se houver problema temos que buscar o mercado externo”, destaca.

3- Mantenha a atualização tecnológica
Para Schreus, diretores de TI não podem deixar sua infra-estrutura desatualizada, ou perderão a capacidade de ter ofertas diferenciadas quando o mercado voltar a ficar aquecido. “Há várias maneiras de reduzir gastos, antes de cortar investimentos em TI”, sentencia.

4- Pense ‘fora da caixa’
Na definição de Antunes, ‘pensar fora da caixa’ significa mudar todo o modelo de negócios da empresa para se ajustar às novas necessidades dos clientes. “Diante de uma crise você tem que ter a humildade de revisitar de forma rápida o mercado para mudar seu modelo de mercado”, opina. “A crise é um momento fantástico, porque traz uma aceitação maior das pessoas às mudanças e dá a oportunidade de repensar o negócio”, acrescenta.

5- Feliz ou infelizmente, esta não será a última crise
Faça um esforço de memória e tente lembrar das turbulências financeiras mais recentes. Rússia, Tigres Asiáticos, México, Argentina. “Já vi muitas crises, daqui a pouco você vai estar falando de outra”, diverte-se Gil.

Ele recorda que em 1992, quando fazia parte do conselho da International Telecommunications Union (ITU), a notícia da crise do México surgiu durante a apresentação que o conselheiro do Primeiro Ministro da Índia fazia sobre uma proposta de criação de um banco de desenvolvimento das telecomunicações para auxiliar países em desenvolvimento.

“Ele disse: ‘Vou propor que a gente interrompa a minha apresentação, até porque todos vocês perderam o emprego. Vamos remarcar para daqui a seis meses, porque como estão desempregados, vocês terão que inventar coisas e daqui a seis meses tudo estará normal”.

As melhores notícias de tecnologia B2B em primeira mão
Acompanhe todas as novidades diretamente na sua caixa de entrada
Imagem do ícone
Notícias
Imagem do ícone
Revistas
Imagem do ícone
Materiais
Imagem do ícone
Eventos
Imagem do ícone
Marketing
Imagem do ícone
Sustentabilidade
Autor
Notícias relacionadas