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Executivos de TI do Ano: Banco Bradesco é o campeão em segurança da TI

Não existe 100% de proteção: o risco à segurança da informação é inerente, mas companhias mostram como fazer para mitigá-los

Publicado: 11/05/2026 às 12:49
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5 minutos
Executivos de TI do Ano: Banco Bradesco é o campeão em segurança da TI
Construção civil — Foto: Reprodução

Nos últimos 12 meses, foram 280 milhões de vírus bloqueados, 250 milhões de

spams barrados, 16 milhões de bloqueios de tentativas de invasão e 2 bilhões de

bloqueios de mensagens contendo dados maliciosos. Os números impressionam, e

traduzem o esforço da área de gestão de segurança da informação do Bradesco.

Como toda instituição financeira, o banco é alvo dos mais variados tipos de

ataques, motivados por um sem-número de razões. “Não podemos cochilar. Lidamos

com a possibilidade de invasão e, por isto, precisamos de todos os mecanismos de

segurança”, sentencia  o vice-presidente de tecnologia do Bradesco, Laércio

Albino Cezar. Vencedor na categoria segurança da informação, o VP não menospreza

a capacidade dos invasores. “É desafiador, porque eles são criativos, têm tempo

e são pessoas com nível de conhecimento praticamente igual ao dos que trabalham

na área de tecnologia. Por isto, temos de manter uma equipe capacitada para

enfrentar estes malfeitores.”

A TI não Bradesco não tem a figura do diretor

de segurança (CSO, na sigla em inglês), mas, por estar organizada por

departamentos (ler categoria governança de TI na pág. 34), conta com uma pessoa

designada para cuidar do assunto em cada um deles. Isto faz também com que o

tema seja tratado dentro das particularidades das áreas. Por exemplo, toda

solução tem de passar por aprovação funcional e de segurança. Isto inclui também

a homologação de serviços de terceiros. A rigidez faz-se necessária. Evita que

danos maiores sejam causados ao banco – e não apenas as tentativas de furtar

dinheiro, mas protege o banco de estragos sistêmicos irreparáveis.

Tanto

esforço se traduz também em cifras: para 2010, entre 7% e 8% do total do

orçamento de TI de R$ 3,4 bilhões será destinado à segurança, tanto interna,

como as já mencionadas e a proteção de 108 mil estações de trabalho, como o

trabalho desenvolvido pela equipe de Cezar para manter os correntistas seguros.

Cabe à TI fornecer mecanismos de proteção para os milhares de usuários do

internet banking, com o claro objetivo de minimizar os riscos e,

consequentemente, não afastá-lo do serviço online. Dentro desta iniciativa,

foram distribuídos 10 milhões de plug-ins de segurança, mediante a autorização

do correntista, por meio do qual o Bradesco faz atualização do antivírus.

ainda os tokens para autenticar com senhas alternadas a transação enquanto ela

ocorre e os cartões com chips. Mais seguros, eles representam hoje 22 milhões

dos 53 milhões da base de cartões de débito. A utilização da biometria também

nasceu da TI, mais especificamente da área de pesquisa e inovação. O projeto

ficou um ano em processo de avaliação. “Temos uma metodologia para adoção de

novas tecnologias para que as novidades não tragam problemas ao banco”, explica

Cezar. Outra inovação foi um sensor que identifica sobreposição de peças nos

caixas eletrônicos.

Integração

Se no Bradesco não há uma figura de

CSO, a segunda colocada da categoria, a subsidiária brasileira da companhia de

seguros Zurich, experimenta ter um líder ocupando este cargo. Rogério Ferrari, o

dono do posto criado no início de 2009 em decorrência do desafio de incorporar a

Companhia de Seguros Minas Brasil, adquirida em meados de 2008, responde para o

CIO, Fábio Polonio. “Até a compra, éramos uma empresa pequena, de 105

funcionários. Agora, somos 700 e entramos no varejo. Isto fez com que tivéssemos

a necessidade de estruturar a áreas de segurança e de infraestrutura”, explica

Polonio, que, até então, encarregava-se da segurança. O salto foi grande e

exigiu dedicação de uma pessoa exclusiva para o assunto.

Por ser uma

multinacional, as políticas de segurança são desenhadas globalmente. No Brasil,

padrões como os estabelecidos pela Sarbanes-Oxley e Cobit são seguidos. “Nós

adequamos o que faz sentido para a realidade brasileira”, conta. Os processos,

revela o CIO, passam por auditorias interna e externa. O executivo considera

madura a administração da segurança, justamente por obedecer normas globais. Sua

preocupação vai em outro sentido: “saber como tornar as coisas seguras e

continuar utilizando-as”. O grande cerne da questão levantada pelo CIO está na

equação utilização versus segurança, porque, muitas vezes, a proteção é tamanha

que inviabiliza o uso de determinada ferramenta. Mas neste ponto a experiência

de Polonio pode ajudar. “Somos uma empresa de risco. Pensamos nisto o tempo todo

e temos várias seções de aplicações de metodologias para avaliação dos riscos

trazidos por projetos de TI.” 

No Bradesco, nos últimos 12 meses, foram bloqueados:

80 milhões de vírus

250 milhões de spams

16 milhões de tentativas de invasão

2 bilhões

de mensagens contendo dados maliciosos

 

Leia mais:

Confira

o Especial Executivos de TI do Ano 2010

 

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