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Executivos precisam mudar forma de lidar com dados

Sem estratégia e ferramenta adequada, dificilmente empresas conseguirão dar fim estratégico ao volume de informação que não para de crescer

Publicado: 26/05/2026 às 23:28
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3 minutos
Executivos precisam mudar forma de lidar com dados
Construção civil — Foto: Reprodução

Não é de hoje que se discute o crescimento do volume de dados gerado diariamente no mundo e essa avalanche de informações tem afetado muito o mundo corporativo. A IDC, por exemplo, afirma que a quantidade de dados dobra globalmente a cada 18 meses e esse número pode vir a ser maior, já que mais pessoas estão aderindo às redes sociais e produzindo, nesses ambientes, conteúdo o tempo todo.

Como lembra o vice-presidente e CTO da Avanade, Tyson Hartman, existe uma explosão de dados muito em consequência do uso das redes sociais e as corporações precisam aprender a usar essas mídias como fonte de informação, dando um sentido real a esses dados. Ele lembra também que outro desafio para as companhias está em organizar, gerenciar e utilizar os dados não-estruturados.

Em passagem pelo Brasil, o executivo comentou uma pesquisa patrocinada pela fornecedora de serviços de tecnologia e conduzida pelo Kelton Research, onde se avaliou o impacto do crescimento da quantidade de dados no cotidiano das empresas. O resultado revela que 56% dos líderes ouvidos dizem que estão sobrecarregados pelo número de informações gerenciadas por suas companhias, além disso, 46% afirma que já tomou alguma decisão equivocada como resultado de dados imprecisos ou desatualizados.

O interessante do estudo é que, ao mesmo tempo em que os entrevistados dizem estar sobrecarregados, eles querem sempre mais informações. Hartman, assim como outros executivos presentes no encontro, concordam que parte disso está no fato de as corporações não conseguirem lidar bem com os dados disponíveis e, desta forma, acham que as informações dispostas sejam insuficientes ou inadequadas.

“Eles têm tudo e querem mais, o problema, é que eles têm dados e não têm informações”, avalia Hartman. “Poucos estão contentes com ferramentas atuais e muitos tomam decisões erradas por conta de dados não-estruturados. Temos aí a necessidade de soluções e mudança de cultura, este é um problema real.”

Embora a pesquisa apresentada por Hartman não reflita diretamente a realidade do Brasil ou da América Latina (participaram 543 executivos de C-level da América do Norte, Europa e Ásia-Pacífico), ele afirma ver algumas similaridades e acredita que, em determinados pontos, a preocupação no País tende ser ainda maior. “O crescimento de TI no Brasil deve ser duas vezes maior que dos países pesquisados, com dados deve ser igual. Além disso, as redes sociais são populares aqui e isso faz aumentar quantidade de informações.”

Para Jun Endo, gerente-geral da Avanade no Brasil, tudo isso pede uma abordagem diferenciada, indo muito além do tradicional business intelligence. “BI não é a solução, precisa de um conjunto de ferramentas que envolva até colaboração.”

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