Com orçamento de TI de, aproximadamente, US$ 10 bilhões, forças armadas têm uma das maiores áreas de TI do mundo
O CIO das forças armadas dos Estados
Unidos, Gen. Jeffrey Sorenson, impôs uma
moratória na compra de servidores para operações do Exército. Uma ação contra a
proliferação de servidores físicos com proposta única, enquanto o
exército começa a consolidar data center e a criar nuvens de computação em data
centers selecionados. Sorenson emitiu um memorando anunciando a moratória
no mês passado. “Queremos revisar todas as compras de servidor” antes
de serem realizadas, disse Michael Krieger, subCIO das forças armadas. Krieger
discutiu sobre os planos para o data center do exército com a InformationWeek EUA, recentemente, em
Washington, D.C.
Com 1,4 milhão de usuários e
um orçamento de TI de, aproximadamente, US$ 10 bilhões, o exército tem uma das
maiores áreas de TI do mundo. A restrição na compra de servidores veio por
causa do ressurgimento das vendas de servidores para os negócios, com o envio
de servidores 23% mais alto no primeiro semestre em comparação com o ano
anterior, de acordo com a IDC.
O exército quer exercer controle sobre a
implementação de servidores enquanto se prepara para consolidar data center e,
durante o processo, converter data centers designados em ambientes de
computação em nuvem que oferecem serviços compartilhados por todas as
operações. O exército, que tem mais de 200 data centers, está nos primeiros
estágios de implementação dessa estratégia, com fundos designados à
consolidação de data center em seus planos de orçamento iniciando no ano fiscal
de 2012, disse Krieger.
A ação é consistente com a política da
administração de Obama, que requer que as agências federais desenvolvam planos
de consolidação e encorajem o uso da computação em nuvem como uma forma
potencialmente mais barata e mais eficaz de fornecer serviços de TI para os
funcionários do governo.
A
primeira fase da iniciativa de consolidação de data center do exército envolve
relocalizar data centers de Fort Belvoir (no estado da Virginia) e o U.S. Army
Forces Command (na Georgia) para o Redstone Arsenal (no Alabama) e Fort Bragg
(Carolina do Norte).
Como parte dessa estratégia, o exército está consolidando aplicativos e
virtualizando servidores. O Army Material Command, que oferece tecnologia e
outros recursos às unidades do exército, já reduziu o número de aplicativos
disponíveis, de 200 para 90, por exemplo.
Devido às exigências de segurança de TI,
o exército está mais interessado em nuvens privadas. E-mail e serviços de
suporte corporativo são outros serviços em nuvem potenciais, disse Krieger.
O exército também pretende explorar os
serviços em nuvem disponibilizados pela DISA [Defense Information Systems
Agency]. Um destes serviços já é usado pelo exército, o Defense
Connect, uma versão do software de colaboração Acrobat Connect, da Abode,
gerenciado pela DISA. O exército também usa o Rapid Access Computing
Environment, da DISA, e o site de desenvolvimento Forge.mil para suportar seu
recém lançado concurso de desenvolvimento “Apps for the Army”.
Recrutas do exército
usam o serviço de CRM da Salesforce.com para gerenciar as informações de
contato de recrutas em potencial, mas Krieger disse que o exército está
relutante em armazenar informações pessoais de seus funcionários fora se seu
firewall. “Eu não acho que estamos prontos para a nuvem publica”,
disse. “O problema com a nuvem pública é a segurança dos dados.”
Algumas áreas das forças armadas – como
inteligência e comando de batalha, por exemplo – já tem ambientes em nuvem
disponíveis para usuários autorizados. A maior oportunidade, disse Krieger,
está nos serviços oferecidos com maior amplitude, que ele chamou de
“exército em escala”.(Tradução Rheni Victório)
Confira a série especial de reportagens sobre nuvens privadas.
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