Representantes do setor apontaram a necessidade da redução dos preços por meio da massificação
A grande barreira para a expansão da terceira geração da telefonia celular ainda é custo, tanto do serviço quanto dos produtos. O preço de entrada (ou seja, dos devices), a distribuição e como atrair novos clientes são alguns dos desafios que operadoras e fabricantes têm pela frente. O cenário exposto, na tarde desta terça-feira (02/10), em painel da Futurecom 2007, aponta para a necessidade da redução dos preços por meio da massificação. “A viabilidade da 3G está ligada à escala. Precisa haver um esforço conjunto das operadoras e fabricantes para a diminuição das tarifas”, afirmou Álvaro Pereira de Moraes Filho, da TIM.
Já Paulo César Pereira Teixeira, da Vivo, alegou que falta esforço dos fornecedores na redução dos custos. Por sua vez, os representantes da indústria alegaram que a alta carga tributária impede preços mais atraentes. “O maior problema é imposto, porque a tecnologia é barata. Só não somos mais baratos que a Índia”, justificou Jonio Kahan Foigel, presidente das operações no Brasil da Alcatel-Lucent.
O desenvolvimento da telefonia 3G esbarra também no modelo de negócios das telcos. De acordo com Paulo César, o mercado corporativo cresce, mas a adesão ainda é considerada baixa. “A pergunta é de onde as operadoras podem tirar receita. Há três modelos: assinatura, sob demanda e publicidade”, expôs Petrônio Nogueira, da Accenture.
No entanto, Marco Aurélio Rodrigues, da Qualcomm, mostra-se otimista. “A 3G está em aceleração muito forte fora do Brasil e ela 3G será dominante dentro de cinco anos”, afirmou. O executivo revelou dados de uma recente pesquisa da Qualcomm, que apontou que metade dos aparelhos celulares comprados na Grande São Paulo custam acima de R$ 300. “O nosso mercado parte para a fase de substituição dos produtos”, defendeu.
Em contrapartida, José Roberto Campos, da Samsung, defendeu que os produtos 3G ainda são muito caros e destacou que há ainda um mercado muito forte em 2G e 2,5G, com custos mais competitivos. “Não vejo equação fechar quando se fala em massificação.”
Acompanhe a cobertura completa da Futurecom 2007 no IT Web. A 9ª edição do evento ocorre em Florianópolis (SC) até quinta-feira (04/10) e discute os rumos das telecomunicações no Brasil.