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Expansão da banda larga depende de políticas públicas

Expectativa da Cisco é que o número de conexões chegue a 10 mi em 2010, mas políticas públicas são essenciais para expandir oferta

Publicado: 07/04/2026 às 22:59
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Expansão da banda larga depende de políticas públicas
Construção civil — Foto: Reprodução

Mesmo com o cenário externo desfavorável e um baixo crescimento do PIB, o mercado brasileiro de banda larga deve chegar a 2010 com 10 milhões de usuários, segundo Pedro Ripper, presidente da Cisco no Brasil. A afirmação foi feita durante a divulgação da 6ª edição do Barômetro Cisco de Banda Larga, nesta quarta-feira (12/09).

Segundo o executivo, existem pelo menos dois ou três milhões de pessoas que poderiam comprar banda larga hoje mas não o fazem porque não têm ofertas disponíveis – de acordo com o Ministério das Comunicações, apenas 1,9 mil das 5,5 mil localidades no Brasil possuem banda larga hoje. Além disso, o custo do serviço ainda é um impedimento para a sua expansão, principalmente no Norte e no Nordeste do País. “Não é porque as telecomunicações são privatizadas que elas não precisam de um projeto de políticas públicas”, avaliou.

Entre as medidas que Ripper acredita que poderiam ser tomadas para melhorar o ambiente estão a melhora do ambiente fiscal, com desonerações para importação ou fabricação de equipamentos de telecom, à exemplo do que foi feito com o setor de computadores; o leilão das freqüências de WiMAX; a desagregação de redes (unbundling) e a troca de obrigações de instalação de Postos de Serviços de Telecomunicações (locais públicos mantidos pelas concessionárias, com telefones públicos e acesso à internet) por uma meta de implantação de infra-estrutura para acesso à internet em banda larga.

Na última edição do Barômetro Cisco, em maio, o secretário de telecomunicações do Ministério das Comunicações, Roberto Pinto Martins, havia afirmado que o projeto estava pronto, mas de lá pra cá as negociações não avançaram.

Dois decretos presidenciais adiaram a data de instalação dos Postos (agora prevista para 2008) e, segundo Ripper, os próximos dois meses representam uma janela de oportunidade que não pode ser perdida. “Mas é um desafio jurídico (a Lei Geral de Telecomunicações não prevê a oferta de serviços de dados) e de modelo de negócios (é preciso calcular quanto seria gasto para uma e para outra atividade)”, cometa o executivo.

O projeto conta com apoio das operadoras, do Governo e da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) e deve ser beneficiado pelo Programa de Desenvolvimento da Educação – plano do governo anunciado em abril, que pretende levar computadores a todas as escolas públicas até 2010.

Sobre o 3G, Ripper afirmou que os primeiros impactos já devem ser sentidos neste ano, já que as operadoras estão “sabiamente” preparando ofertas com as licenças que já possuem (850 MHz), adiantando-se ao leilão da Anatel, programado para novembro.  

No caso do WiMAX, que está com o leilão parado desde o ano passado, Ripper afirmou que cada mês que se passa é uma oportunidade perdida pelo País.

Questionado sobre o potencial de mercado da tecnologia, Mauro Peres, diretor de pesquisas da IDC, informou que a consultoria ainda não tem projeções (um estudo deve ser apresentado até o fim do ano), mas que sua participação no mercado deverá ser relevante. “Mesmo que não seja disruptivo como forma de acesso, o WiMAX ajuda a aumentar a capilaridade das tecnologias tradicionais”, avalia Ripper.

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