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Fabricantes acreditam na prevalência do LTE

Debate sobre próxima geração de banda larga móvel começa aumentar no País, mas barreiras como espectro ainda precisam ser rompidas

Publicado: 07/05/2026 às 09:26
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Fabricantes acreditam na prevalência do LTE
Construção civil — Foto: Reprodução

Mal se estabeleceu a rede 3G no Brasil e o debate sobre a próxima geração começa a ganhar força. É verdade que em intensidade inferior ao que ocorre nos Estados Unidos, onde as operadoras iniciaram a corrida pelo estabelecimento de um padrão tecnológico prevalente e anunciam a chegada de redes Long Term Evolution (LTE) a partir do início de 2010.

Diversos pontos ainda precisam ser debatidos quanto o assunto é estabelecer e implantar um novo padrão no Brasil: as operadoras estão dispostas a investir em uma nova tecnologia, uma vez que acabaram de implantar suas redes 3G? O governo já definiu qual – ou quais – banda será destinada para a LTE? Qual a necessidade de um novo padrão neste momento?

De acordo com Newton Scartezini, da Horizontes Consultoria, o LTE é considerada a tecnologia da próxima década e afirma que as redes de terceira geração no País já estão no limite da capacidade, significando que as operadoras, querendo ou não, precisariam alocar investimentos em novas frequências. “As tecnologias de LTE estão muito próximas. Ao menos 30 operadoras no mundo devem lançar serviços em 2010. O LTE é muito focado em transmissão de dados em alta velocidade”, afirmou Scartezini.

O especialista – que irá participar do evento “LTE: Tecnologia e Mercado”, em 25/06, em Brasília, que reunirá, além do governo, diversos representantes da indústria que apoiam o LTE como padrão – não concorda que seja cedo para o debate e afirma que as operadoras precisarão de novos espectros em breve para aumentar a base de clientes.

Desde o lançamento da 3G, no ano passado, o número de usuários cresceu e hoje está em torno de cinco milhões, sendo que quatro usam as redes para acessar a internet com modem USB em laptops e netbooks. “São usuários de grandes volumes, a necessidade de novas frequências surgirá rapidamente”, prevê Scartezini.

Desafios

Entusiasta da tecnologia e crente que o padrão chegará em breve na América Latina e Brasil, o presidente da GSA Association, Alan Hadden, acredita que LTE será a evolução natural das redes 3G e não vê competição com WiMAX. Assim como Scartezini, ele acredita que Long Term Evolution irá prevalecer. “A realidade é que a banda larga móvel é um sucesso e a evolução é conferir mais velocidade”, acredita Hadden. “No futuro, todos vão optar pelo LTE por conta da performance e custo”, acrescenta.

Apesar da animação e de indicar que o Brasil e outros países da América Latina teriam benefícios adotando LTE, Haden reconhece que existem desafios pela frente e um deles está relacionado ao estabelecimento de uma frequência para essa rede. No mundo, em geral, as autoridades estão leiloando espectros de 2,5 GHz.

“É um bom momento para se pensar em regulamentação. Precisa pensar na liberação dos espectros. Seria muito benéfico, até para os políticos, ter banda larga disponível em todos os locais para a população”, aconselha Hadden, lembrando que em alguns locais da Europa já existem operações comerciais em frequências altas e baixas.

No Brasil, a frequência 2,5 GHz é utilizada por operadoras de TV paga que vendem seus serviços por meio da tecnologia MMDS. Existe um projeto da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) para resgatar e compartilhar o espectro, mas, segundo Scartezini, o formato proposto pela agência não atenderia as necessidades, já que o espaço reservado seria insuficiente para que as principais operadoras de telefonia móvel do País operassem a nova rede. “O LTE tem seu potencial máximo na faixa 2,5 GHz, já em outras não teria o mesmo desempenho. Mas as TVs por assinatura não estão interessadas em abrir mão”, avisa Scartezini, mostrando que o debate será intenso.

Em uma prévia do evento que acontecerá em Brasília, representantes da Alcatel-Lucente, Ericsson, Nokia-Siemens, NEC e Qualcomm afirmaram que, pela primeira vez, praticamente todos os players estavam reunidos em torno de uma única tecnologia. “Trafegar mais bits pelo mesmo preço é o desafio econômico, por isso os players se uniram em torno do LTE. Se houver disputa de padrão como no passado, se fragmenta o mercado e perde a economia de escala”, concordaram.

Unanimidade partida?

Se por um lado há muita gente defendendo LTE como padrão para a próxima geração de banda larga móvel. Há aqueles que não enxergam essa tecnologia no dia-a-dia da pessoa tão rapidamente. José Geraldo de Almeida, gerente de novos negócios da Motorola, por exemplo, não vê concorrência entre LTE e WiMax, ele acredita que elas são complementares e atenderão os interesses de diferentes indústrias.

“O LTE é banda larga sem fio 4G para empresas de celulares por estratégia. Enquanto o WiMAX é para os demais interessados, como operadoras de TV paga. Quem escolher o WiMAX chega antes e funciona em espectro não usado por celulares”, argumenta.

O executivo diz que o Brasil tem muito espaço para banda larga sem fio, mas vê alguns problemas para a adoção do LTE no País: falta de alocação de espectro, capacidade de investimento. “Não é para o curto prazo aqui. O mercado não tem capacidade de investimento pelo fato do 3G ser muito novo, não aconteceu no ano passado”, acredita.

Ainda que problemas de capacidade de investimento e espectro sejam resolvidos, Almeida crê que o modelo LTE será apenas para telefonia móvel e que o WiMAX não irá morrer, pois continuará atendendo outras indústrias, como a TV por assinatura. “É questão de modelo de negócio.”

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