Segundo Ricardo Giorgi, professor de gestão de segurança da informação da FIAP, há demanda no mercado nacional por hackers éticos
Falando de forma superficial, a iniciativa da FIAP soaria no mínimo inusitada. A faculdade paulista acaba de abrir um curso para formação profissional de hackers, palavra muitas vezes associada a criminosos que usam a internet para praticar transgressões. “É errado usar o termo para toda invasão de site ou roubo de informações”, combate Ricardo Giorgi, professor de MBA de gestão de segurança da informação FIAP. Na visão dele, hacker é aquele cara que é especialista em determinado assunto, “um ehttps://itforum-portal.loomi.com.br/wp-content/uploads/2018/07/shutterstock_528397474.webpso e apaixonado por aquilo que ele faz”, explica.
Batizado de “Hacker Techniques, Exploits and Incident Handling”, o treinamento nasce da parceria da faculdade paulista com a norte-americana Sans Institute. As aulas iniciam dia 29 de junho e terão até 12 alunos. Segundo Giorgi, a primeira turma está praticamente lotada.
O curso de 48 horas – distribuídas em seis dias – custa R$ 2,8 mil e visa ajudar profissionais de TI a compreender táticas e estratégias, construir sistemas de segurança, detectar falhas e responder a iniciativas de invasores. O treinamento vai explorar ainda questões legais associadas à resposta aos ataques ao computador, incluindo o monitoramento do empregado, funcionamento de aplicação da lei e tratamento de evidências.
O profissional que pretende fazer o curso precisa assinar um código de ética antes do início das aulas. A medida é uma precaução para que alunos irresponsáveis não utilizem o conhecimento para praticar ações nocivas ao mercado. De acordo com o professor, há uma grande demanda no mercado nacional para hackers éticos.