O pedido de falência do banco Lehman Brothers está preocupando os profissionais de TI de instituições financeiras da Inglaterra. Um dos motivos é o fato de o banco recusar-se a divulgar quantos profissionais de TI serão afetados pela medida anunciada neste domingo (14/09). O banco revela apenas ter 6.436 funcionários na Europa (cerca de 5 […]
O pedido de falência do banco Lehman Brothers está preocupando os profissionais de TI de instituições financeiras da Inglaterra. Um dos motivos é o fato de o banco recusar-se a divulgar quantos profissionais de TI serão afetados pela medida anunciada neste domingo (14/09).
O banco revela apenas ter 6.436 funcionários na Europa (cerca de 5 mil deles na Inglaterra), sem detalhar quantos seriam do departamento de TI ou de back Office. Ralph Silva, analista sênior do Tower Group, disse que, depois da falência do Lehman Brothers e da situação vivida pelo Merrill Lynch, todos os profissionais que trabalham em back offices centralizados de grandes bancos “têm que ficar preocupados”.
Para ele, estas instituições deverão adotar a direção do corte de custos e de serviços terceirizados. Mais que isso, Silva acredita que pequenas reduções também devem ocorrer nos cargos de TI do front Office. Ele ressaltou o processo de descentralização de front Office, onde muitos bancos têm dividido funções de TI por divisões de negócios como forma de simplificar futuras vendas ou fusões. “Se um CEO precisa de capital, ele vai estudar a possibilidade de vender parte de seu negócio. Mas pode ser muito difícil dividir o negócio até que as funções estejam divididas”, explica.
O analista afirma que o conceito explica os altos investimentos feitos nas áreas de TI: eles acalmam os investidores se estes sabem que futuras vendas serão facilitadas pela medida. Silva disse esperar que os investimentos em TI feitos pelos bancos sejam reduzidos. “Inovação não é uma palavra de ordem. As instituições só investem dinheiro para manter as luzes acesas e reduzir custos transacionais”, provoca.
Iain Smith, fundador da consultoria em RH Diaz Research, disse que os problemas com os investimentos no setor têm sido um “assunto difícil” para profissionais de TI. “Nos próximos meses, o básico será o corte de contratados. Para mantê-los, será necessário provar que eles são indispensáveis. O passo seguinte será aumentar o controle sobre os custos com a equipe permanente de TI e o mais comum será não preencher vagas se algum profissional deixar a equipe”, disse.