Se o uso da internet para a realização de transações financeiras já está consolidado no Brasil, não se pode dizer o mesmo em relação à utilização de celulares para o mesmo fim. O setor bancário e os fornecedores de TI estão convencidos da importância deste canal para reduzir custos dos bancos e aumentar a satisfação dos […]
Se o uso da internet para a realização de transações financeiras já está consolidado no Brasil, não se pode dizer o mesmo em relação à utilização de celulares para o mesmo fim.
O setor bancário e os fornecedores de TI estão convencidos da importância deste canal para reduzir custos dos bancos e aumentar a satisfação dos clientes. No entanto, alguns entraves impedem a ferramenta de ganhar mais espaço entre os consumidores.
Para Renato Cuoco, ex-CIO do Itaú, a principal barreira a ser vencida é a falta de padronização. “Este é um desafio da indústria como um todo”, defende.
Jair Ribeiro da Silva Neto, diretor presidente a CPM, acredita que o avanço da terceira geração de telefonia celular vai facilitar a disseminação das transações financeiras feitas pelo celular. Para ele, o 3G permitirá a oferta de ambientes similares aos que o usuário já usa.
O executivo ressalta também a excassez de aparelhos com recursos que permitam a realização de operações financeiras e que o usuário não se sente seguro para usar o canal.
“O mobile banking veio para ficar. Hoje ele enfrenta ceticismo, como aconteceu com o ATM e com a internet”, concorda Neto, da CPM.
O presidente da HP, Mário Anseloni, diz que o RFID pode ajudar a aumentar a segurança do m-payment. “É preciso garantir que as transações sejam seguras, com devices que viabilizem essa modalidade”, destaca.
Anseloni destaca que o mobile payment é inevitável e que o mercado ainda não sabe onde ele vai chegar. “É uma tendência que está apenas no começo. A aposta é que não vejamos mais transações sendo feitas como antes”.